Quatro escolas disputam o título de campeã do Carnaval 2026 em Três Rios; conheça os enredos
A Prefeitura de Três Rios, por meio de sua Assessoria de Comunicação, esclarece que a informação publicada anteriormente na matéria “Quatro escolas disputam o título de campeã do Carnaval 2026 em Três Rios; conheça os enredos”, a respeito da GRES Em Cima da Hora, não procede.
Diferentemente do que foi informado, a escola não teve problemas relacionados à prestação de contas junto ao município. A menção a esse fato ocorreu por equívoco de informação, já devidamente corrigido.
A Prefeitura reforça seu compromisso com a transparência, a correta divulgação dos fatos e o respeito às agremiações carnavalescas do município. Segue a matéria devidamente corrigida:
Quatro escolas disputam o título de campeã do Carnaval 2026 em Três Rios; conheça os enredos
O Carnaval 2026 já está batendo à porta e, em Três Rios, a Avenida Condessa do Rio Novo volta a ser o palco principal do maior espetáculo da terra na terça-feira (17), com o Desfile das Escolas de Samba. Neste ano, quatro agremiações disputam o título de campeã do Carnaval trirriense, embaladas por seus enredos e pela força de suas comunidades.
O desfile, previsto para às 19h, será aberto pela GRES Em Cima da Hora, que não se apresenta desde 2018 e não concorre. Em 2026, a escola entra na avenida sem subsídio municipal, buscando resgatar o direito de disputar o título no próximo ano, com o enredo “Mãe, divina essência do amor – Em cada colo, a emoção de um trirriense”.
A ordem do desfile principal foi definida por meio de sorteio, com representantes de todas as escolas, da Comissão Organizadora do Desfile das Escolas de Samba (CODE) e da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, e será a seguinte: GRES Bom das Bocas; GRES Mocidade Independente de Vila Isabel; GRES Bambas do Ritmo; e GRES Sonhos de Mixyricka.
Conheça os samba-enredos de cada Escola de Samba de Três Rios
GRES Bom das Bocas
A verde e branco Bom das Bocas, do bairro Monte Castelo, 17 vezes campeã do Carnaval trirriense, entra na avenida embalada pelo enredo “Rainha Tereza, do Sopro de Olorum à Voz que Não se Cala”.
Axé, meus filhos, sou “Olorum”, “o Criador”.
Em meu sopro, uma terra sagrada gerei.
“Rainha África”, assim te batizei.
Fiz nascer um divino mensageiro.
Desde então, nada se inicia
sem “Exu” chegar primeiro.
Do barro, Oxalá ao homem moldou.
Saluba Nanã, sabedoria.
As águas do rio, Oxum adoçou.
Oyá é liberdade, é ventania.
Numa noite, os “tambores” se calaram,
“tumbeiros” e “lamentos” pelo “mar”.
Em meu povo, semeei consciência
e colhi resistência em suas veias a pulsar.
A “filha da tempestade e do fogo”
resolveu virar o jogo e ao seu povo liderou.
“Zombou da tirania” e lutou pelo seu chão:
um “quilombo” onde todos se uniam
em uma só “nação”.
Foi ela… sempre ela!
“Rainha Tereza de Benguela!”
Ergueu sua “lança”, semeou a “esperança”
até o “Orun” abrir seu portal,
pra onde “Sua Majestade” seguiu imortal.
Sou a voz que grita: nunca me curvarei!
Em cada sorriso negro, uma rainha, um rei!
Meu quilombo ancestral nunca vai se calar.
O “Bom das Bocas” não se deixa amordaçar.
GRES Mocidade Independente de Vila Isabel
A tricolorida da Vila Isabel já levantou oito vezes a taça de campeã do Carnaval trirriense e, neste ano, traz de volta à avenida o enredo “Amor Eterno Amor”, apresentado originalmente em 2009.
Exala um sentimento pelo ar
“Amor eterno amor”
Viaja no tempo, nas asas do vento
Eros, o Cupido, abençoou
Prazer e pecado na criação
Ao som da lira, Orfeu se declara em poesia
Refletiu a beleza de Narciso na mitologia
A rainha do Egito transpirou perfume
na sedução do imperador
Sublime expressão em poesia
nas obras do escritor
Vem dos versos de Camões a inspiração
Romeu e Julieta, um só coração
Isolda e Tristão, paixão singular
Sou Mocidade, canto a arte de amar
Brasil, cenário de romances
“Marília de Dirceu”
“Chica do Contratador”
A bela índia e Caramuru
Os Garibaldis que vêm lá do Sul
Do nativo, pela natureza, a mãe ama seu rebento
Dos iguais, sem preconceito
O dom pela arte revela o talento
Na folia do Pierrô e Colombina
Deus é amor, graça divina
O meu grande amor é a tricolorida
Uma relação fiel
Meu manto, minha escola, minha vida
Orgulho de Vila Isabel
GRES Bambas do Ritmo
Com o enredo “No Rosário dos Pretos, Velho Milagreiro e Alma Bendita do Cafundó”, a escola vermelho e branco do bairro Cantagalo, atual campeã do Carnaval trirriense, entra na avenida em busca da 19ª vitória.
Nas palhas da fé
Uma história em devoção
Inquieta liberdade pulsava em seu coração
Ébano que brilha como a noite
Sofreu o açoite, mas não desistiu
Resistência em cada oração se ouviu.
Laroyê Exu… Tem marafo nos Muares
Laroyê… Tem pimenta e dendê
No altar do Divino, sabedoria
Rezadeira dos libertos é Nha Chica
Nas águas vermelhas seu mundo mudou
Xangô trovejou, a igreja se ergueu
Bom Jesus do Bonfim te ilumina
Reza o Rosário dos pretos, irmão!
Correu gira a sua bondade
Curandeiro perseguido
Mas o seu legado não foi esquecido.
Hoje, sua existência segue viva em nós
Em cada prece ecoa a sua voz
E embala o couro dos tambores
É da Jurema, dos Erês, no cangere
Firma o ponto no xirê
Pega fogo no congá
Nho João
Traz mais uma estrela para o nosso pavilhão!
Alma do Cafundó
Luz do meu caminhar
Vem abençoar meu Bambas
Atoto João, preto velho, milagreiro
Faz do Cantagalo seu terreiro
GRES Sonhos de Mixyricka
“Quando a noite cai, até os monstros saem pra sambar” é o enredo da escola das cores laranja e azul, que entra na avenida em busca de seu segundo título de campeã do Carnaval de Três Rios.
Abrindo o portal da ilusão
Meu pavilhão vai tremer!
Até fantasma quer dançar
Quando chega o anoitecer…
Clareia… é lua cheia e a avenida se renova
Nos personagens, renascem histórias
O samba ilumina a escuridão
Reluzindo a nossa emoção
Tem zumbi na cadência da bateria
Bruxas, feitiços, magia no ar!
Vem sambar que o medo vira alegria
A festa colorida, vai contagiar
Recordação, volto aos tempos de criança
Dos sustos da infância, guardo boas lembranças
O surdo tocou, e transformou assombração em fantasia
Monstros se rendem ao final…
As lendas caem na folia
Faz uma poção pra vitória alcançar
Mexe o caldeirão
Que o bicho vai pegar!
É o Mixiryka num cortejo diferente
Sai da frente…
Ja passou da meia noite, embarque nessa jornada
Ja passou da meia-noite. No romper da madrugada
É sobrenatural, sinto no coração
O sonho de ser campeão!
GRES Em Cima da Hora
Oh, mãe África
Teu ventre é celeiro ancestral
Tá no som do atabaque
Matriarca identidade
Odoyá lemanjá, ser divinal
Axé…
No leite que alimenta gerações
Saberes culturais e tradições
Nzinga eternamente a inspirar
Rainhas guardiãs em acolhida
São guerreiras a lutar
Salve o ventre da aldeia, o tambor vibrou na mata
Reza curandeira por Tupã abençoada
Flor da natureza, Deusa da mitologia
Força viva nas lendas e na vida
Sagrada mãe
Linda profissão do dia a dia
Ciata, seu quintal nos deu valor Do samba foi um anjo protetor
Nas mãos da padroeira que encanta o meu Brasil
Porto seguro de esperança em tom sutil
Nossa senhora sempre a nos proteger (proteger)
Um dom…
Divina essência de amor
Paixão…
Em cada colo a emoção de um trirriense
Com Dona Irene no coração…
Ternura e afeto em cada olhar
Em Cima da Hora “dá luz” a memória Não tenho palavras pra agradecer
Mãezinha razão maior do meu viver

