4 de fevereiro de 2026
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Quatro escolas disputam o título de campeã do Carnaval 2026 em Três Rios; conheça os enredos

A Prefeitura de Três Rios, por meio de sua Assessoria de Comunicação, esclarece que a informação publicada anteriormente na matéria “Quatro escolas disputam o título de campeã do Carnaval 2026 em Três Rios; conheça os enredos”, a respeito da GRES Em Cima da Hora, não procede.

Diferentemente do que foi informado, a escola não teve problemas relacionados à prestação de contas junto ao município. A menção a esse fato ocorreu por equívoco de informação, já devidamente corrigido.

A Prefeitura reforça seu compromisso com a transparência, a correta divulgação dos fatos e o respeito às agremiações carnavalescas do município. Segue a matéria devidamente corrigida:

Quatro escolas disputam o título de campeã do Carnaval 2026 em Três Rios; conheça os enredos

O Carnaval 2026 já está batendo à porta e, em Três Rios, a Avenida Condessa do Rio Novo volta a ser o palco principal do maior espetáculo da terra na terça-feira (17), com o Desfile das Escolas de Samba. Neste ano, quatro agremiações disputam o título de campeã do Carnaval trirriense, embaladas por seus enredos e pela força de suas comunidades.

O desfile, previsto para às 19h, será aberto pela GRES Em Cima da Hora, que não se apresenta desde 2018 e não concorre. Em 2026, a escola entra na avenida sem subsídio municipal, buscando resgatar o direito de disputar o título no próximo ano, com o enredo “Mãe, divina essência do amor – Em cada colo, a emoção de um trirriense”.

A ordem do desfile principal foi definida por meio de sorteio, com representantes de todas as escolas, da Comissão Organizadora do Desfile das Escolas de Samba (CODE) e da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, e será a seguinte: GRES Bom das Bocas; GRES Mocidade Independente de Vila Isabel; GRES Bambas do Ritmo; e GRES Sonhos de Mixyricka.

Conheça os samba-enredos de cada Escola de Samba de Três Rios

GRES Bom das Bocas

A verde e branco Bom das Bocas, do bairro Monte Castelo, 17 vezes campeã do Carnaval trirriense, entra na avenida embalada pelo enredo “Rainha Tereza, do Sopro de Olorum à Voz que Não se Cala”.

Axé, meus filhos, sou “Olorum”, “o Criador”.
Em meu sopro, uma terra sagrada gerei.
“Rainha África”, assim te batizei.
Fiz nascer um divino mensageiro.
Desde então, nada se inicia
sem “Exu” chegar primeiro.
Do barro, Oxalá ao homem moldou.
Saluba Nanã, sabedoria.
As águas do rio, Oxum adoçou.
Oyá é liberdade, é ventania.

Numa noite, os “tambores” se calaram,
“tumbeiros” e “lamentos” pelo “mar”.
Em meu povo, semeei consciência
e colhi resistência em suas veias a pulsar.

A “filha da tempestade e do fogo”
resolveu virar o jogo e ao seu povo liderou.
“Zombou da tirania” e lutou pelo seu chão:
um “quilombo” onde todos se uniam
em uma só “nação”.
Foi ela… sempre ela!
“Rainha Tereza de Benguela!”
Ergueu sua “lança”, semeou a “esperança”
até o “Orun” abrir seu portal,
pra onde “Sua Majestade” seguiu imortal.

Sou a voz que grita: nunca me curvarei!
Em cada sorriso negro, uma rainha, um rei!
Meu quilombo ancestral nunca vai se calar.
O “Bom das Bocas” não se deixa amordaçar.

GRES Mocidade Independente de Vila Isabel

A tricolorida da Vila Isabel já levantou oito vezes a taça de campeã do Carnaval trirriense e, neste ano, traz de volta à avenida o enredo “Amor Eterno Amor”, apresentado originalmente em 2009.

Exala um sentimento pelo ar
“Amor eterno amor”
Viaja no tempo, nas asas do vento
Eros, o Cupido, abençoou
Prazer e pecado na criação
Ao som da lira, Orfeu se declara em poesia
Refletiu a beleza de Narciso na mitologia
A rainha do Egito transpirou perfume
na sedução do imperador
Sublime expressão em poesia
nas obras do escritor

Vem dos versos de Camões a inspiração
Romeu e Julieta, um só coração
Isolda e Tristão, paixão singular
Sou Mocidade, canto a arte de amar

Brasil, cenário de romances
“Marília de Dirceu”
“Chica do Contratador”
A bela índia e Caramuru
Os Garibaldis que vêm lá do Sul
Do nativo, pela natureza, a mãe ama seu rebento
Dos iguais, sem preconceito
O dom pela arte revela o talento
Na folia do Pierrô e Colombina
Deus é amor, graça divina

O meu grande amor é a tricolorida
Uma relação fiel
Meu manto, minha escola, minha vida
Orgulho de Vila Isabel

GRES Bambas do Ritmo

Com o enredo “No Rosário dos Pretos, Velho Milagreiro e Alma Bendita do Cafundó”, a escola vermelho e branco do bairro Cantagalo, atual campeã do Carnaval trirriense, entra na avenida em busca da 19ª vitória.

Nas palhas da fé

Uma história em devoção

Inquieta liberdade pulsava em seu coração

Ébano que brilha como a noite

Sofreu o açoite, mas não desistiu

Resistência em cada oração se ouviu.

Laroyê Exu… Tem marafo nos Muares

Laroyê… Tem pimenta e dendê

No altar do Divino, sabedoria

Rezadeira dos libertos é Nha Chica

Nas águas vermelhas seu mundo mudou

Xangô trovejou, a igreja se ergueu
Bom Jesus do Bonfim te ilumina

Reza o Rosário dos pretos, irmão!

Correu gira a sua bondade

Curandeiro perseguido

Mas o seu legado não foi esquecido.

Hoje, sua existência segue viva em nós

Em cada prece ecoa a sua voz

E embala o couro dos tambores

É da Jurema, dos Erês, no cangere

Firma o ponto no xirê

Pega fogo no congá

Nho João

Traz mais uma estrela para o nosso pavilhão!

Alma do Cafundó

Luz do meu caminhar

Vem abençoar meu Bambas

Atoto João, preto velho, milagreiro

Faz do Cantagalo seu terreiro

GRES Sonhos de Mixyricka

“Quando a noite cai, até os monstros saem pra sambar” é o enredo da escola das cores laranja e azul, que entra na avenida em busca de seu segundo título de campeã do Carnaval de Três Rios.

Abrindo o portal da ilusão

Meu pavilhão vai tremer!

Até fantasma quer dançar

Quando chega o  anoitecer…

Clareia… é lua cheia e a avenida se renova

Nos personagens, renascem histórias

O samba ilumina a escuridão

Reluzindo a nossa emoção

Tem zumbi na cadência da bateria

Bruxas, feitiços, magia no ar!

Vem sambar que o medo vira alegria

A festa colorida, vai contagiar

Recordação, volto aos tempos de criança

Dos sustos da infância, guardo boas lembranças

O surdo tocou, e transformou assombração em fantasia

Monstros se rendem ao final…

As lendas caem na folia

Faz uma poção pra vitória alcançar

Mexe o caldeirão

Que o bicho vai pegar!

É o Mixiryka num cortejo diferente

Sai da frente…

Ja passou da meia noite, embarque nessa jornada

Ja passou da meia-noite. No romper da madrugada

É sobrenatural, sinto no coração

O sonho de ser campeão!

 

 

GRES Em Cima da Hora

Oh, mãe África

Teu ventre é celeiro ancestral

Tá no som do atabaque

Matriarca identidade

Odoyá lemanjá, ser divinal

Axé…

No leite que alimenta gerações

Saberes culturais e tradições

Nzinga eternamente a inspirar

Rainhas guardiãs em acolhida

São guerreiras a lutar

Salve o ventre da aldeia, o tambor vibrou na mata

Reza curandeira por Tupã abençoada

Flor da natureza, Deusa da mitologia

Força viva nas lendas e na vida

Sagrada mãe

Linda profissão do dia a dia

Ciata, seu quintal nos deu valor Do samba foi um anjo protetor

Nas mãos da padroeira que encanta o meu Brasil

Porto seguro de esperança em tom sutil

Nossa senhora sempre a nos proteger (proteger)

Um dom…

Divina essência de amor

Paixão…

Em cada colo a emoção de um trirriense

Com Dona Irene no coração…

Ternura e afeto em cada olhar

Em Cima da Hora “dá luz” a memória Não tenho palavras pra agradecer

Mãezinha razão maior do meu viver

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