9 de janeiro de 2026
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Polícia ouve testemunhas de incêndio no Shopping Tijuca; Bombeiros encerram trabalho de rescaldo

Avenida Maracanã, que estava fechada desde o início das chamas, foi liberada ao tráfego na manhã desta terça

A Polícia Civil vai ouvir, na tarde desta terça-feira (6), duas testemunhas do incêndio no Shopping Tijuca, na Zona Norte, que deixou dois mortos na sexta-feira passada (2). No início da tarde, o Corpo de Bombeiros informou que encerrou o trabalho de rescaldo, que durou quase 80h.

Na região, a Avenida Maracanã, que estava fechada desde o início das chamas, foi liberada para o tráfego de veículos no sentido Centro, na altura da Rua Barão de Mesquita, também nesta terça. Segundo o Centro de Operações Rio, apenas a Rua Engenheiro Enaldo Cravo Peixoto permanece fechada.

Na tarde de segunda (5), uma vistoria da Defesa Civil Municipal concluiu uma série de danos causados pelo incêndio. Em um vídeo que O DIA teve acesso é possível ver um trecho do térreo, perto da entrada pela Avenida Maracanã, totalmente destruído.

Segundo o órgão municipal, os técnicos avaliaram que o fogo resultou em risco estrutural no mezanino da loja Bell’Art, onde as chamas tiveram início. Além disso, há também risco de queda de revestimentos internos e desplacamentos de partes do teto e piso do estabelecimento.

O subsolo precisou ser totalmente interditado por falta de condições para a permanência no local. No térreo, 17 lojas da lateral esquerda, entre a entrada principal e a Tok Stok, estão inacessíveis porque o calor deformou o piso. 

Em nota, a administração do espaço frisou que a Defesa Civil interditou parcialmente o subsolo e parte do L1, no trecho de 14 lojas sobre a Bell’Art. “Reforçamos que toda a estrutura do shopping está preservada, sem qualquer risco”, explicou.

Ainda em comunicado, a empresa esclarece que a partir de agora o trabalho se concentrará na limpeza, manutenção e recuperação do shopping. “Logo que possível, a data da reabertura do restante do espaço será informada, quando houver segurança para isso”, reforçou.

Vítimas estavam trabalhando

As vítimas são o supervisor de brigada Anderson Aguiar do Prado e brigadista Emellyn Silva Aguiar Menezes. Ambos foram enterrados na tarde de domingo (4).

Henrique Araújo, amigo do bombeiro civil, contou que Anderson morreu devido à inalação de fumaça do fogo que tomou conta de uma loja, no subsolo do shopping, na última sexta-feira (2). De acordo com Henrique, a vítima era uma pessoa que sempre procurava ajudar os outros. E isso aconteceu até o final da sua vida.