Museu de Arte do Rio celebra 13 anos como um dos mais importantes do país e terá entrada gratuita aos sábados de março
Instituição carioca já recebeu mais de 5 milhões de visitantes e inaugura três novas exposições no mês de aniversário
Os versos de Cazuza em o “Tempo Não Pára” alertam para um museu de grandes novidades, e ele, para alguns, existe, pelo menos é o que pensa quem percorre as galerias do Museu de Arte do Rio (MAR), que celebrou 13 anos de trajetória no dia primeiro de março. “Toda vez que eu entro no MAR eu fico impactada com tudo que vejo, tudo é novo por aqui, é incrível”, revela a corretora de seguros Christine Polchowicz, que visitou o museu ao lado dos filhos Bento e Hanna em três ocasiões diferentes no ano de 2025. Consolidando-se como uma das instituições culturais mais relevantes do país e um dos principais símbolos da revitalização da região portuária do Rio de Janeiro, o MAR vem acumulando prêmios, itinerâncias e um público cada vez mais fiel. Desde sua inauguração, em 2013, o Museu de Arte do Rio tem desempenhado papel central na promoção da arte, da educação e do pensamento crítico, conectando passado, presente e futuro da cidade. Ao celebrar mais um aniversário, o Museu irá disponibilizar entradas gratuitas para o público em todos os sábados do mês março.
Ao longo destes 13 anos, o MAR recebeu mais de 5 milhões de visitantes, número que reafirma sua importância como espaço democrático de acesso à cultura. Nesse período, foram realizadas 107 inaugurações de exposições – individuais ou coletivas e outras 33 inaugurações em diferentes espaços do museu, consolidando uma programação diversa, plural e atenta às múltiplas narrativas que constroem a identidade carioca e brasileira. Há oito anos à frente da curadoria do museu, Marcelo Campos destaca que a instituição tem um protagonismo, sobretudo na cena racializada das artes visuais. “É um museu que cria sua própria programação com diversas equipes. Não é só um museu que recebe exposições e isso faz uma diferença. O MAR conseguiu ser vocacionado a ter uma presença na região da Pequena África, a criar diálogos com essa região, ter assuntos relativos à região nas nossas exposições. Então, para mim, essa é a importância do MAR na cena dos museus. Ao mesmo tempo, a gente estimula a criação de jovens artistas.A gente faz, às vezes, as primeiras grandes exposições de artistas que nunca tiveram espaço e instituição para exibição. E fizemos também uma revisão da própria história da arte, quando a gente dedica mostras à artistas que foram conhecidos em algum momento e depois caíram no esquecimento”, destaca Marcelo Campos, Curador-Chefe do MAR.
Segundo Campos o museu já está preparando sua próxima grande exposição anual e inicia o calendário de 2026 com três novas mostras: a itinerância da 36ª Bienal de São Paulo, que abre no dia 07 de março, a primeira mostra individual institucional da artista Guilhermina Augusti, que inaugura em 14 de março e a exposição do artista Nô Martins, no dia 28 de março, fechando o mês de aniversário do MAR.
Em mais de uma década de existência, o museu ganhou seis prêmios de destaque em diferentes áreas. Instalado na Praça Mauá, o MAR rapidamente se tornou um marco arquitetônico e cultural da região central, contribuindo de maneira decisiva para a reocupação e valorização do território. A instituição foi premiada com o título de melhor construção de 2013, na categoria “museu”, pela renomada premiação internacional de arquitetura Architizer A+ Awards, escolhida por voto popular. No ano seguinte, em 2014, o MAR foi o primeiro museu da América Latina a receber a certificação LEED Silver (nível Prata), concedida pelo Green Building Council, por suas práticas sustentáveis, como uso de água da chuva, vidros especiais, materiais reciclados e madeira certificada. Além disso, a instituição já conquistou prêmios e selos de acessibilidade. Em 2025 foi destaque e ganhou o prêmio como a instituição de arte com a melhor programação do país, segundo a Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA), em reconhecimento por sua programação cultural diversificada e seu impacto social.
Mais do que um espaço expositivo, o MAR conta hoje com um acervo que celebra a memória e a identidade. São mais de 22 mil obras que fazem parte da coleção MAR e que ficam sob rigoroso cuidado técnico e museológico. A instituição se firmou como plataforma de diálogo, formação e experimentação, promovendo encontros entre artistas, pesquisadores, estudantes e o público em geral. Nos últimos anos a internacionalização do museu foi um passo importante para a ampliação do equipamento cultural, que realizou itinerâncias internacionais na França e em Portugal. “Celebrar 13 anos é reconhecer o impacto do MAR na vida cultural da cidade. Ao longo de sua trajetória, o museu não apenas ampliou o acesso à arte, como também ajudou a reposicionar o Rio de Janeiro no circuito cultural nacional e internacional. O Museu é referência para além das nossas fronteiras, suas exposições já cruzaram oceanos. Em tempos de constantes transformações, o MAR segue como espaço de resistência, criação e construção coletiva, reafirmando sua missão de pensar a cidade por meio da arte e de projetar novos horizontes para o futuro” afirma Marcelo Velloso, Diretor-Executivo do Museu de Arte do Rio.
Ao longo destes anos, a atuação educativa também é um dos pilares da instituição, aproximando escolas, professores e comunidades da arte e da produção cultural contemporânea. Ao integrar exposições de relevância histórica e produções com forte conexão social, o museu reafirma seu compromisso com a diversidade, a inclusão e a reflexão crítica sobre o Rio de Janeiro e o Brasil. Equipamento cultural da Prefeitura do Rio de Janeiro, o Museu de Arte do Rio integra, desde 2021, a gestão da Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI). Para a instituição, o MAR é essencial, a cultura constitui um eixo estratégico para o desenvolvimento sustentável na Ibero-América, ao impulsionar a inclusão social, fortalecer identidades e ampliar oportunidades por meio da educação e da criatividade. Segundo o diretor da OEI no Brasil, Rodrigo Rossi, é motivo de orgulho acompanhar a trajetória ascendente do MAR como referência em arte e formação. “É um verdadeiro privilégio para a OEI ver o Museu de Arte do Rio se destacar cada vez mais como espaço de arte, cultura e inclusão, graças à sua atuação convergente. Nos inspiramos ainda mais a seguir trabalhando na gestão do MAR para fomentar a produção cultural e promover a diversidade, fazendo a cooperação acontecer”, afirma Rossi.
Para além da programação expositiva e educativa, o Museu de Arte do Rio também se consolidou como um espaço que abrange diferentes expressões artísticas. Ao longo dos anos aconteceram mais de 60 edições do projeto “MAR de Música”, levando aos pilotis do museu mais de 60 mil pessoas. Vários artistas já passaram por ali, entre eles Elza Soares, Diogo Nogueira, Letrux, Linn da Quebrada, o rapper BK, Otto, o grupo Samba Que Elas Querem e Galocantô. O Museu venceu o desafio de ressignificar seu sentido como espaço de arte e dialogar com a chamada Pequena África desde a sua construção na Praça Mauá e hoje em dia segue conquistando um público cada vez mais jovem, como os irmãos Bento (11) e Hanna (22) que a cada visita saem transformados.“Já vimos muitas exposições diferentes: do funk, dos bantus, Vinicius de Moraes, fotografias, nós amamos o MAR”, revelam os irmãos que já têm a próxima visita marcada ao mais carioca dos museus.
E é nesse ir e vir constante, nesse encantamento que se renova, que o Museu de Arte do Rio reafirma sua essência: um espaço onde memórias encontram futuros, onde histórias ecoam e se reinventam. Porque, assim como a cidade que o abraça e as gerações que o descobrem, ele segue em movimento, vivo, necessário — afinal, ano após ano, o tempo não pára.
MUSEU DE ARTE DO RIO
O MAR é um museu da Prefeitura do Rio e a sua concepção é fruto de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Cultura e a Fundação Roberto Marinho. Em janeiro de 2021, o Museu de Arte do Rio passou a ser gerido pela Organização de Estados Ibero-americanos (OEI) que, em cooperação com a Secretaria Municipal de Cultura, tem apoiado as programações expositivas e educativas do MAR por meio da realização de um conjunto amplo de atividades. A OEI é um organismo internacional de cooperação que tem na cultura, na educação e na ciência os seus mandatos institucionais.
”Para a OEI, o Museu de Arte do Rio (MAR) é um espaço fundamental que conecta a cultura carioca ao mundo, preservando e valorizando as expressões artísticas locais. Por meio de suas exposições e iniciativas educativas, o MAR não apenas promove o acesso à cultura, mas representa um convite ao diálogo e à pluralidade, algo de extrema importância para a coesão de nossa sociedade”, comenta Rodrigo Rossi, Diretor da OEI no Brasil. Em 2024, a OEI e o Instituto Arte Cidadania (IAC) celebraram a parceria com o intuito de fortalecer as ações desenvolvidas no museu, conjugando esforços e revigorando o impacto cultural e educativo do MAR, a partir de quando o IAC passa a auxiliar na correalização da programação.
O MAR conta com o Instituto Cultural Vale como seu Mantenedor, além do patrocínio Master da Equinor, e o Patrocínio e Globo Itaú Unibanco. A instituição conta ainda com o apoio da Wilson Sons, bem como com a parceria de mídia da Globo e do Canal Curta.
A Escola do Olhar recebe apoio da Equinor, Machado Meyer reforçando a missão educativa do museu.
O MAR é realizado em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, o Governo do Estado do Rio de Janeiro, o Ministério da Cultura e o Governo Federal do Brasil, contando também com os mecanismos da Lei Federal de Incentivo à Cultura e da Lei de Incentivo e Municipal.
Mais informações em www.museudeartedorio.org.br
MUSEU DE ARTE DO RIO
MAR DE GRAÇA
Dias : 07/03 – sábado
14/03 – sábado
21/03 – sábado
28/03 – sábado
Funcionamento: ter a dom, 11h – 18h (última entrada às 17h)
Fechado às quartas-feiras
Praça Mauá, 5 Centro
Rio de Janeiro, RJ
Venda de ingressos:
bilheteria e totens de autoatendimento (pilotis do MAR)
pagamento com cartões de crédito ou débito
inteira: R$ 20,00
meia-entrada: R$ 10,00
terças-feiras: entrada gratuita

