Igreja da Ordem Primeira do Carmo, em Angra dos Reis, reabre após obra de reconstrução
No dia 19 de março, o município de Angra dos Reis (RJ) voltou a abrir as portas de um de seus mais importantes marcos históricos: a Igreja da Ordem Primeira do Carmo. A recuperação do templo contou com acompanhamento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), por meio do Escritório Técnico do Instituto na Costa Verde (ETCV), e foi executada pela Secretaria de Obras e Habitação do município, em parceria com a Secretaria de Cultura e Patrimônio.
Fechada por cerca de um ano e meio, a igreja passou por um amplo processo de reconstrução que priorizou a preservação de suas características originais. Erguido no início do século 17, o edifício é considerado uma das principais referências arquitetônicas e culturais da cidade.
A igreja integra o conjunto do Convento do Carmo, um dos cartões-postais de Angra dos Reis e símbolo da ocupação colonial na região. O complexo, formado também pelo convento e pela Igreja da Ordem Terceira, foi construído entre 1593 e 1617 e é tombado em nível federal desde 1940.
As intervenções envolveram a substituição integral do telhado e do forro, além de melhorias no coro – local destinado a cantores e músicos durante as celebrações -, no piso e nos revestimentos internos. Também foram realizados serviços de pintura, sempre com o cuidado de manter os elementos históricos. Antes dessa etapa, equipes atuaram na recomposição de trechos das paredes afetadas pelo desabamento, bem como na retirada de escombros e limpeza do espaço.
“Mais do que viabilizar a recuperação física, o acompanhamento do Iphan busca garantir que o patrimônio mantenha sua integridade e significado ao longo do tempo. É um trabalho que exige diálogo constante com os executores da obra e atenção a cada detalhe das intervenções”, destacou a superintendente do Iphan no Rio de Janeiro, Patricia Corrêa.
Temos constatado que diversos bens da arquitetura religiosa da Costa Verde apresentaram colapso no frechal, elemento estrutural característico dessa tipologia, tal elemento é de difícil acesso reforçando a importância da inspeção constante nesses imóveis.
Segundo a chefe do ETCV, Núbia Nogueira, diversos bens da arquitetura religiosa da Costa Verde possuem elementos estruturais característicos de construções como a da Igreja do Carmo, localizados em áreas de difícil acesso. “É importante ressaltar que essa condição torna indispensável a realização de inspeções periódicas e o monitoramento constante para assegurar a conservação e a segurança desses imóveis”, conclui.
Com a reabertura, o templo histórico volta a receber fiéis e visitantes, reforçando seu papel no cotidiano cultural e religioso da cidade.

