25 de fevereiro de 2026
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Governo do Estado realiza operação contra quadrilha especializada em explosão de caixas eletrônicos


Grupo proveniente de Santa Catarina mantinha conexão com narcotraficantes do Comando Vermelho. Ação já tem sete presos

O Governo do Estado, por meio da Polícia Civil, realiza uma operação para desarticular uma quadrilha especializada em explosões de caixas eletrônicos e roubos a residências de luxo, ligada ao Comando Vermelho. A ação ocorre de forma simultânea no Rio de Janeiro e em Santa Catarina. Até o momento, sete pessoas foram presas.
As investigações são da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco). A Polícia Civil também solicitou o bloqueio de R$ 30 milhões em bens e valores dos investigados.
— Esta é uma operação importante, que combate diretamente criminosos responsáveis por roubos a imóveis e explosões de caixas eletrônicos. As forças de segurança do estado vêm realizando um trabalho de inteligência fundamental para identificar quadrilhas envolvidas em diversos crimes — afirmou o governador Cláudio Castro.
De acordo com as investigações, integrantes da quadrilha, oriundos de Santa Catarina, recebiam apoio logístico de narcotraficantes para realizar ataques com explosivos em caixas eletrônicos. Traficantes cediam veículos roubados, que eram utilizados no transporte de explosivos, ferramentas e maquinário empregados nas ações. A polícia ressalta que o grupo se abrigava em comunidades ligadas ao Comando Vermelho para fugir das ações policiais.
O esquema criminoso contava com um núcleo de liderança, um braço técnico-operacional especializado no uso de maçarico industrial, um núcleo de inteligência responsável pelo levantamento prévio de alvos e um setor logístico-financeiro encarregado da movimentação e ocultação dos valores ilícitos, por meio de um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro.
Ao longo de cinco anos, a polícia identificou a movimentação de mais de R$ 30 milhões, em contas de pessoas físicas e jurídicas. Parte desse valor era lavado por meio de uma joalheria, também investigada, localizada em Niterói.
Ainda segundo a polícia, o estabelecimento era utilizado para ocultar recursos provenientes do tráfico de drogas em uma comunidade do município, o que evidencia a conexão entre crimes patrimoniais sofisticados e o financiamento do tráfico armado.”
Além do bloqueio de valores, foi requerida a indisponibilidade de bens móveis, imóveis e veículos de luxo vinculados aos investigados, com o objetivo de descapitalizar a organização e interromper seu fluxo financeiro.

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