4 de março de 2026
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Governo do Estado realiza operação contra quadrilha acusada de movimentar R$ 320 milhões com fraudes e lavagem de dinheiro

Equipes da Polícia Civil e do Ministério Público cumprem mandados de prisão e de busca e apreensão no Rio, Minas Gerais e Maranhão

O Governo do Estado, por meio da Polícia Civil, em ação integrada com o Ministério Público do Rio de Janeiro, realiza, nesta quarta-feira (04/03), a operação ‘Pecúnia Obscura’, contra uma quadrilha acusada de movimentar R$ 320 milhões por meio de fraudes bancárias com uso de falsidade documental e intensa lavagem de capitais. A ação ocorre de forma simultânea no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e no Maranhão. Até o momento, três criminosos foram presos.

Equipes da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas da Capital (DRFC-CAP) e do Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (CyberGaeco) estão nas ruas para cumprir quatro mandados de prisão e 23 de busca e apreensão, além do sequestro de bens móveis e imóveis e do bloqueio de R$ 150 milhões.

— O crime organizado está sendo combatido com rigor em nosso estado. Investimos em inteligência, tecnologia e integração para atingir o centro financeiro das organizações criminosas. Não vamos permitir que recursos ilícitos continuem alimentando essas práticas — afirmou o governador Cláudio Castro.

As investigações apontaram que o grupo criminoso praticava crimes de estelionato, falsificação de documento público, uso de documento falso e lavagem de dinheiro. O inquérito foi instaurado em 2021, após uma empresa privada ser prejudicada por um esquema fraudulento que causou prejuízo estimado em R$ 1 milhão.

De acordo com a polícia, o grupo utilizou documentos falsos para desviar recursos da empresa após explorar uma vulnerabilidade no sistema. A apuração contou com a cooperação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que forneceu dados que contribuíram para a identificação de movimentações financeiras de aproximadamente R$ 320 milhões ao longo de cinco anos.

O grupo criminoso atuava na Região dos Lagos e expandia suas atividades para outros estados, como Minas Gerais e Maranhão. A organização utilizava empresas fantasmas para a lavagem de dinheiro.