Galípolo: sigilo sobre liquidação do Master segue regras em vigor desde 2018
Presidente do Banco Central afirmou que é ‘fundamental’ seguir ‘o rito mais estrito possível’
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira, 8, que o sigilo de oito anos imposto sobre as informações referentes à liquidação do Banco Master segue regras da autoridade monetária em vigor desde 2018. Galípolo mencionou que houve críticas à decisão e ponderou que se há uma insatisfação com a regra seria possível rediscuti-la, mas não simplesmente descumpri-la.
Na sequência, frisou que no caso do Master a autoridade monetária entende que é fundamental seguir o rito da forma mais estrita possível.
“No caso do Banco Master, a gente entende que é fundamental que seja seguido o rito mais estrito possível, justamente para evitar dar algum tipo de subsídio, para eventualmente ter algum tipo de questionamento amanhã”, disse o presidente do BC, em audiência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado.
Galípolo também voltou a afirmar que o País precisa normalizar relações institucionais. “Entendo, como normalizar as relações institucionais, não recuar daquilo que são as suas obrigações legais e o seu mandato legal, nem um milímetro, mas também não exorbitar o que é a sua função e a sua obrigação legal.”
Meta de inflação
Gabriel Galípolo também frisou, em relação à meta de inflação, que quem está sentado no BC segue o mandato, não o discute.
Pix
O presidente do Banco Central afirmou ainda que os incidentes cibernéticos registrados em 2025 decorreram de ataques às instituições financeiras e não ao sistema do Pix. “Em quase todos esses casos, o que a gente encontrou foi que existia algum tipo daquilo que é conhecido como engenharia social”, detalhou.
Galípolo comparou que dizer que o sistema do Pix que foi atacado nesses casos, quando alguém invadiu uma instituição financeira e roubou seus recursos, seria o equivalente a afirmar que o dinheiro impresso pelo Banco Central que foi roubado quando alguém assaltou uma agência bancária.
“Em nenhum dos casos foi atacado o sistema efetivamente do Pix. Foram sistemas próprios de instituições, ou muitas vezes sistemas terceirizados”, disse o presidente do BC.

