26 de janeiro de 2026
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Firjan: Rio de Janeiro consolida papel de “hub do gás” e espera aumento da disponibilidade para 2026

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) lança nesta terça-feira (27/1) a 8ª edição do “Perspectivas do Gás no Rio 2025-2026”, uma publicação Firjan SENAI SESI. O documento revela que o mercado de gás atravessa uma transformação estrutural profunda – com reflexos naturais no estado do Rio, impulsionada pelos cinco anos da Nova Lei do Gás e avanços regulatórios, investimentos e novos modelos de negócio com novos contratos e uso do biogás.
Com 75% da produção nacional de gás natural concentrada em seu território, o Rio de Janeiro reafirma sua posição como o principal polo de infraestrutura para movimentação e processamento de gás natural do país. O estudo destaca que o gás natural não é apenas um insumo energético, mas o vetor central para a competitividade industrial e a segurança energética nacional.
Para baixar a publicação e acessar os dados dinâmicos do “Perspectivas no Gás no Rio 2025-2026” clique em Observatório Firjan no link  https://observatorio.firjan.com.br/inteligencia-competitiva/perspectivas-do-gas-no-rio-2025-2026
Presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano enfatiza que a maturidade do mercado exige agora uma coordenação institucional sólida e segurança jurídica para transformar o potencial produtivo em redução de custos para a ponta final:
“A abertura do mercado de gás vai muito além da ampliação de agentes; trata-se de uma mudança estrutural que exige a redefinição de competências, revisão de tarifas e um ambiente regulatório previsível. Para o Rio de Janeiro, esta é uma oportunidade ímpar de liderar a transição energética e a reindustrialização do Brasil, desde que as decisões sejam alinhadas ao desenvolvimento econômico e à redução de custos para a nossa indústria”, afirma Luiz Césio Caetano.
Destaques dos dados dinâmicos da publicação:
 
Produção bruta: A produção diária de gás natural no país aumentou 16% em 2025, alcançando 178 milhões m3/dia, segundo dados da ANP (até o mês de novembro) compilados pela Firjan em comparação à média diária do ano de 2024. O Rio de Janeiro segue como maior produtor, respondendo por 75% do gás nacional, o que corresponde a um volume de 137 milhões m3/dia.
Somente no Rio de Janeiro, a produção bruta cresceu 20% no mesmo período. Ao compararmos os avanços no ambiente de produção em um período mais alongado, como aquele da aprovação da Nova Lei do Gás em 2021, os volumes diários produzidos entre janeiro e novembro de 2025 alcançaram patamares 60% acima daquele ano no estado e 33% acima a nível nacional.
Gás nacional disponível ao mercado: Maximizar o aproveitamento da produção nacional de gás natural é um dos desafios deste mercado. Os dados mostram que uma parcela menor do gás produzido no país chegou ao mercado em 2025, quando comparamos a 2021. Saímos de um patamar de 42% para atuais 33%.
Isso não significa que não houve avanços na disponibilização do gás, apenas que não acompanhamos o ritmo de aumento da produção.
O início da operação do gasoduto Rota 3 e da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) do Complexo Boaventura contribuíram para que maiores volumes de gás nacional chegassem ao mercado, revertendo a tendência de queda observada nos últimos anos no país:
Gás nacional disponível – Brasil (2024-2025): de 50 milhões m3/dia para 59 milhões m3dia (+ 18%)
Gás nacional disponível – Brasil (2021-2025): de 55 milhões m3/dia para 59 milhões m3dia (+ 6%)
Gás nacional disponível – Rio de Janeiro (2024-2025): de 26milhões m3/dia para 33 milhões m3dia (+ 24%)
Gás nacional disponível – Rio de Janeiro (2021-2025): de 24 milhões m3/dia para 33 milhões m3dia (+ 6%)
Sobre a publicação:
O panorama “Perspectivas do Gás no Rio 2025–2026” é o momento em que a Firjan reafirma seu compromisso de fortalecer o papel do gás natural na reindustrialização, na transição energética e no desenvolvimento do Rio de Janeiro.
Ao reunir importantes agentes da indústria e do poder público de forma integrada a Firjan busca qualificar o debate e apresentar as perspectivas para o ano que se inicia. O resultado é um panorama sobre os desafios e oportunidades que moldarão o mercado de gás, oferecendo subsídios técnicos para formuladores de políticas públicas e agentes econômicos.
Estruturada em quatro eixos centrais — Tributação, Regulação, Infraestrutura e Modelos de Negócio — a 8ª edição discute o momento de transformação estrutural vivido pelo mercado de gás natural no estado do Rio de Janeiro.
Para a gerente geral de Petróleo, Gás, Energias e Naval da Firjan, Karine Fragoso, “um salto de qualidade do mercado de gás fluminense passa por uma maior integração de ativos como o Porto do Açu e Cabiúnas à malha de transporte nacional, garantindo que o gás chegue de forma competitiva ao setor produtivo”.
O “Perspectivas do Gás no Rio 2025-2026” conta com a colaboração das seguintes instituições: BNDES, Petrobras, Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Ministério de Minas e Energia (MME), Receita Federal, Naturgy, Sinergás, Mattos Filhos Advogados, Infis Consultoria, Origem Energia e Conselho de Usuários do Sistema de Transportes de Gás Natural (CdU), oferecendo uma visão técnica sobre tributação, regulação, infraestrutura e modelos de negócio.
Destaques do estudo:
Preços do gás e a visão Rio de Janeiro: A Firjan destaca a importância e os desafios da redução dos preços para a competitividade do gás natural no país. Com uma cadeia ampla que se inicia nas atividades de produção até a distribuição aos consumidores finais, é preciso conciliar a modicidade nos custos de consumidores com justa remuneração aos investimentos realizados em cada etapa da cadeia.
Preços do gás e a visão Rio de Janeiro: A Firjan destaca a importância e os desafios da redução dos preços para a competitividade do gás natural no país. Com uma cadeia ampla que se inicia nas atividades de produção até a distribuição aos consumidores finais, é preciso conciliar a modicidade nos custos de consumidores com justa remuneração aos investimentos realizados em cada etapa da cadeia.
A estimativa apresentada pela federação mostra que o preço final do gás natural aos consumidores industriais no Rio é formado por 13% referente ao valor da molécula, 10% referente ao escoamento, 36% referente ao processamento, 21% referente ao transporte e distribuição e aproximadamente 20% referente aos tributos. Por isso, é importante buscar a redução de custos em cada uma das etapas.
Segundo a federação, 2025 marcou uma série de ações de potencial impacto na redução dos custos do gás, como os avanços regulatórios à nível estadual e federal, além de ações individualizadas de atores do mercado como a Petrobras, que viabilizou a possibilidade customização de contratos. No estado fluminense, embora os impasses tenham se estendido ao longo do ano, tudo caminha para uma definição dos entraves no mercado livre de gás e recentes anúncios de redução tarifária.
Choque de oferta e reinjeção: O mercado aguarda um “choque de oferta” com o projeto Raia (Bacia de Campos), previsto para 2028. O estudo aponta a importância de viabilizar maiores volumes do gás, que atualmente é reinjetado, fazendo com que maiores parcelas da produção cheguem ao mercado, aumentando a oferta e a competição, com consequente redução nos preços aos consumidores.
Transição energética e biometano: O Rio já é um protagonista no mercado de biometano no país em termos de capacidade instalada e produção. Até 2027, outras cinco plantas estão mapeadas para entrar em operação, o que elevará ainda mais a capacidade instalada local. O potencial estimado para o estado é expressivo, da ordem de 1,3 milhão de m³/dia. O Certificado de Garantia de Origem do Biometano (CGOB) surge como ferramenta essencial para a rastreabilidade e monetização de atributos ambientais.
Desafios tributários: A publicação alerta que o estado do Rio deve buscar consolidar uma política fiscal moderna, estando atento às movimentações de estados vizinhos, sob risco de perda de competitividade com impactos negativos na capacidade de atração de investimentos e condições menos favoráveis ao desenvolvimento do mercado livre de gás.
Infraestrutura e regulação: Um maior desenvolvimento do mercado de gás, depende, dentre outros, dos avanços na agenda regulatória de transporte e da harmonização entre as regulações federal e estadual (Agenersa), criando um ambiente mais propício para ampliação do consumo da segurança jurídica para novos investimentos.
Para baixar a publicação e acessar os dados dinâmicos do “Perspectivas no Gás no Rio 2025-2026” clique em Observatório Firjan no link https://observatorio.firjan.com.br/inteligencia-competitiva/perspectivas-do-gas-no-rio-2025-2026

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