Em resposta ao magistrado, a defesa de Martins negou que ele tenha usado a rede social e afirmou que seus perfis estão sob gerenciamento exclusivo dos próprios advogados, dessa forma, não podendo ser exercidos pelo condenado.
Ele integra o chamado “núcleo 2” da trama golpista, acusado de atuar na operacionalização da tentativa de ruptura institucional. O ex-assessor de Bolsonaro teria apresentado ao ex-presidente a chamada “minuta do golpe”, documento que instauraria medidas excepcionais para mantê-lo no poder.

Natural de Sorocaba, no interior de São Paulo, Martins tem 38 anos. Em seu perfil profissional, afirma ser formado em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília e ter cursado Diplomacia e Defesa na Escola Superior de Guerra. Ele assumiu o cargo de assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência em 2019, no início do governo Bolsonaro, após atuar com o então chanceler Ernesto Araújo durante o período de transição.