3 de fevereiro de 2026
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Ex-presidente do Rioprevidência é preso em operação da PF e PRF

Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência, foi preso nesta terça-feira (3), em Itatiaia, no Sul Fluminense, em uma operação da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Ele é suspeito de participar de um esquema de operações financeiras irregulares envolvendo o patrimônio da autarquia, responsável pela gestão de aposentadorias e pensões de servidores do Estado do Rio, e o Banco Master, liquidado extrajudicialmente depois de uma investigação de fraude.

A 6ª Vara Federal do Rio de Janeiro expediu um mandado de prisão temporária contra Deivis com base em indícios de obstrução de investigações e ocultação de provas.

Após o cumprimento do bandado de busca e apreensão feito pela Polícia Federal em seu apartamento, em 23 de janeiro, na primeira fase da Operação Barco de Papel, os agentes identificaram movimentações suspeitas de retirada de documentos do imóvel, manipulação de provas digitais, além da transferência de bens (dois veículos de luxo) para terceiros.

Assim como Deivis, outras duas pessoas tiveram a prisão temporária decretada. Elas, que não tiveram a identidade revelada, não foram encontradas na segunda fase da operação, realizada nesta terça. Para o juízo, há risco concreto de destruição de provas e obstrução das investigações caso os três suspeitos permaneçam em liberdade.

A Polícia Federal ainda cumpriu nove mandados de busca e apreensão, em endereços vinculados aos investigados no Rio de Janeiro e em Santa Catarina.

O ex-presidente do Rioprevidência, exonerado no mesmo dia da primeira fase da operação, foi preso quando passava com um carro alugado por Itatiaia. A ação contou com apoio da Delegacia Especial da PF no Aeroporto Internacional de Guarulhos (Deain) e a Polícia Rodoviária Federal.

A Operação Barco de Papel apura irregularidades na aquisição de letras financeiras emitidas pelo Banco Master. Entre novembro de 2023 e julho de 2024, o Rioprevidência teria investido, aproximadamente, R$ 970 milhões na instituição financeira.

Em novembro do ano passado, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do banco, após suspeitas de fraude e concluir que a instituição não tinha condições de honrar seus compromissos financeiros. Na ocasião, o dono da empresa, Daniel Vorcaro, acabou preso, mas deixou a cadeia dias depois, usando tornozeleira eletrônica.

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