20 de fevereiro de 2026
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Emprego assalariado traz melhor rendimento que trabalho autônomo, aponta Banco Mundial

Projeção feita pelo Banco Mundial demonstra que empregos assalariados trazem melhores rendimentos que trabalhos autônomos. Essa conclusão faz parte do estudo Construindo o Capital Humano Onde Mais Importa – Lares, Bairros e Locais de Trabalho, divulgado no último dia 12 de fevereiro.

Em comparativo que considera períodos de cinco em cinco anos, o Banco Mundial reuniu dados de duas dezenas de países considerados de baixa e média rendas. Na pesquisa, o Banco Mundial demonstra que trabalhadores assalariados chegam a ganhar o dobro do que recebem trabalhadores autônomos. A diferença aumenta à medida em que o tempo passa.


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A figura apresenta os perfis estimados de experiência e salário entre homens em idade ativa, agrupados por experiência potencial. Os salários por hora representam a renda total do trabalho dividida pelas horas trabalhadas. Os retornos são calculados em intervalos de experiência de cinco anos,  com ponderação populacional. 


Os autores da pesquisa atribuem o resultado às oportunidades de aprendizado e evolução que trabalhos assalariados podem oferecer, inclusive pela troca coletiva que a convivência entre equipes proporciona. “Por exemplo”, diz um trecho do relatório, “uma enfermeira será mais eficaz à medida que aprender a trabalhar em equipe com outros profissionais de saúde num hospital e, principalmente, à medida que desenvolver conhecimentos tácitos sobre como interagir da forma mais eficaz com os pacientes”.

A pesquisa avalia também que empresas mais estruturadas ampliam as possibilidades de acumular trabalho com experiência e aprendizado que levam os funcionários a maior evolução remuneratória. Por outro lado, empregos assalariados em organizações de produção menos complexa têm menores chances de crescimento. Mesmo assim, superam os trabalhos autônomos.

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Como forma de superar limitações para o aperfeiçoamento dos empregos e dos resultados que podem oferecer às pessoas, o estudo do Banco Mundial defende a criação de políticas educacionais e de formação para o trabalho que envolvam o poder público e a iniciativa privada. No relatório, a parceria entre os programas de formação da CNI (Confederação Nacional da Indústria) e o Estado, no Brasil, é apresentada como referência positiva.

Capital humano, a métrica

Na métrica elaborada pelo Banco Mundial, o Brasil está posicionado acima da média. Nesse quesito do aprendizado no ambiente de trabalho, supera a Índia – possibilitando aos trabalhadores o dobro do potencial de aprendizado – e, ao mesmo tempo, abaixo dos Estados Unidos, onde a taxa de aprendizado no ambiente de trabalho pode chegar ao dobro.

Segundo o Banco Mundial, capital humano é feito da soma de saúde, habilidades, conhecimento e experiência profissional. Quanto melhores essas condições, maior capital humano. O estudo considera o lar, o bairro e o ambiente de trabalho como os três espaços que interferem decisivamente na construção do capital humano. Escolas, por exemplo, proporcionarão maior ou menor acúmulo de capital humano se estiverem em bairros com boa estrutura, habitados por famílias igualmente bem estruturadas. Empregos de baixa ou alta densidade completam o quadro.

“Nenhum país jamais conseguiu manter um crescimento econômico sustentado ou reduzir significativamente seus índices de pobreza sem investir em capital humano”, diz um trecho do relatório.

Acesse o resumo executivo do estudo

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