6 de fevereiro de 2026
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Em Londres, comitiva do Governo do Rio discute sobre  projetos de saneamento e recuperação ambiental

 
Grupo conheceu a estrutura da Tideway, responsável pela despoluição do Rio Tâmisa


Projetos estruturantes de saneamento, drenagem urbana e recuperação ambiental foram os temas da reunião, realizada em Londres, entre a comitiva do Governo do Rio e representantes da Tideway, empresa que está fazendo a despoluição do Rio Tâmisa. Nesta sexta-feira (06/02), o grupo conheceu o modelo institucional, regulatório e financeiro da instituição britânica para avaliar a aplicabilidade ao Estado do Rio de Janeiro

–  O foco da troca de experiências foi na governança, no financiamento e na integração do projeto da Tideway ao sistema de saneamento existente no Rio. O projeto londrino foi desenvolvido como resposta a um problema estrutural histórico do saneamento, semelhante ao da nossa Baía de Guanabara, que hoje também está em processo de recuperação com obras que impedem o lançamento de cerca de cinco bilhões de litros de esgoto sem tratamento por mês – destacou o governador Cláudio Castro.

O investimento estimado para o entorno da Baía de Guanabara, no âmbito da concessão estadual, é de R$ 2,7 bilhões, dentro do compromisso total de R$ 24,4 bilhões ao longo de 35 anos. O projeto prevê a implantação de cerca de 47 km de coletores tronco, estações de bombeamento e pontos de captação, beneficiando cerca de 10 milhões de pessoas em 17 municípios da bacia.

Além disso, pelo PSAM, programa ambiental dos municípios do entorno da Baía, já foram executadas intervenções estruturais de
grande escala, como troncos coletores, sistemas de esgotamento sanitário e estações de tratamento, interceptando e redirecionando efluentes que antes eram lançados in natura.

London Tideway

A empresa que opera o London Tideway Tunnel é regulada e atua separadamente da concessionária tradicional de saneamento da cidade, a Thames Walter. O Thames Tideway Tunnel é um túnel subterrâneo com cerca de 25 km de extensão sob o Rio Tâmisa e 7,2 metros de diâmetro interno, concluído em 2024 e em operação desde 2025, criado como uma infraestrutura estratégica para a modernização do esgotamento de Londres.

O sistema intercepta 34 pontos de extravasamento ao longo do trecho de maré do Rio Tâmisa e, integrado ao Lee Tunnel, oferece capacidade combinada de aproximadamente 1,6 milhão de metros cúbicos, com potencial de reduzir cerca de 95% das descargas associadas a chuva intensa.

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