8 de janeiro de 2026
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Defesa Civil interdita subsolo e quase 20 lojas no Shopping Tijuca

Vistoria do órgão indicou risco estrutural no mezanino da loja onde começou o fogo e necessidade de interdição do andar

Defesa Civil Municipal concluiu, na tarde desta segunda-feira (5), uma vistoria no Shopping Tijuca, atingido por um grande incêndio na sexta-feira (2), apontando uma série de danos causados pelo fogo.

Segundo a Defesa Civil Municipal, os técnicos avaliaram que o fogo resultou em risco estrutural no mezanino da loja Bell’Art, localizada no subsolo, onde as chamas tiveram início. Há ainda risco de queda de revestimentos internos e desplacamentos de partes do teto e piso do estabelecimento.
O subsolo do shopping foi totalmente interditado por falta de condições para a permanência no local. No térreo, 17 lojas da lateral esquerda, entre a entrada principal na Avenida Maracanã e a Tok Stok, estão inacessíveis porque o calor do fogo deformou o piso.
Quanto às demais lojas do subsolo e do térreo, os técnicos não constataram risco estrutural.
Já o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (Crea-RJ) informou que uma equipe de fiscalização esteve no shopping, onde solicitou informações sobre medidas de engenharia de segurança do trabalho, que precisam estar de acordo com as normas brasileiras de evacuação de edificações. O órgão ainda explicou que instalação de segurança contra incêndio e pânico – como portas corta-fogo, extintores, sprinklers e alarmes – exige um documento emitido por um engenheiro Civil, mecânico ou de segurança do trabalho.
Em nota divulgada na noite desta segunda, a administração do shopping confirmou a interdição parcial do centro comercial, no subsolo e em parte do térreo, e comunicou que o trabalho a partir de agora se concentrará agora “na limpeza, manutenção e recuperação” do edifício. Já a data da reabertura do restante do espaço “será informada, quando houver segurança para tal”.
O caso é investigado pela 19ª DP (Tijuca). Segundo a Polícia Civil, a perícia já foi realizada no local e os peritos analisam as informações colhidas. Os agentes realizam outras diligências para apurar todas as circunstâncias do incêndio. Por volta das 19h desta segunda, equipes dos Bombeiros seguiam no shopping para trabalho de resfriamento e retirada da fumaça.
Funcionários mortos
O incêndio causou a morte do supervisor de brigada Anderson Aguiar do Prado, de 43 anos, e da brigadista Emellyn Silva Aguiar Menezes. Ambos foram enterrados na tarde de domingo (4).
Henrique Araújo, amigo do bombeiro civil, contou que Anderson morreu devido à inalação de fumaça do fogo que tomou conta de uma loja, no subsolo do shopping, na última sexta-feira (2). De acordo com Henrique, a vítima era uma pessoa que sempre procurava ajudar os outros. E isso aconteceu até o final da sua vida.
Segundo a direção do shopping, a prioridade tem sido, desde o primeiro momento, dar assistência às famílias das vítimas e apoiar os colaboradores envolvidos. “Eles são heróis e, junto ao time, foram fundamentais para que muitas vidas fossem preservadas”, destacou.
As chamas deixaram outras três pessoas feridas. Uma delas deu entrada no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, mas, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), ocorreu a transferência para uma unidade particular. Uma mulher, de 23 anos, foi encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Tijuca e já recebeu alta. Uma terceira vítima recebeu atendimento no local do incêndio.

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