23 de janeiro de 2026
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Datafolha: 32% consideram governo Lula ótimo ou bom e 37% ruim ou péssimo

Um levantamento do instituto Datafolha divulgado neste sábado (6) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceria os principais nomes da direita em simulações de segundo turno da eleição presidencial de 2026. Os números foram publicados um dia após o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) indicar oficialmente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como pré-candidato ao Palácio do Planalto.

No confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro, o petista aparece com 51% das intenções de voto, contra 36% do filho do ex-presidente — uma diferença de 15 pontos percentuais.

O Datafolha também testou outros nomes competitivos da direita. Os resultados do segundo turno foram os seguintes:

Lula x Tarcísio de Freitas (Republicanos):

  • Lula: 47%;
  • Tarcísio: 42%.

Lula x Ratinho Junior (PSD):

  • Lula: 47%;
  • Ratinho Jr.: 41%.

Lula X Eduardo Bolsonaro (PL-SP):

  • Lula: 52%;
  • Eduardo: 35%.

Lula X Michelle Bolsonaro (PL):

  • Lula: 50%;
  • Michelle: 39%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 2 e 4 de dezembro, com 2.002 eleitores em 113 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Os dados foram coletados antes do anúncio público feito por Flávio Bolsonaro sobre sua indicação como nome do PL para disputar a Presidência. A decisão do ex-presidente foi recebida com ressalvas por partidos do Centrão, como MDB e PSD, que integram a base do governo Lula e também avaliam lançar candidaturas próprias em 2026.

1º turno mostra fragmentação da direita

Nas simulações de primeiro turno, Lula lidera todos os cenários testados pelo instituto. Em um dos quadros considerados mais prováveis, o petista tem 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece bem atrás, com 18%. Ratinho Jr. surge com 12%, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), soma 7%, e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), tem 6%.

Eis os dados do cenário com Flávio Bolsonaro:

  • Lula: 41%;
  • Flávio Bolsonaro: 18%;
  • Ratinho Jr.: 12%;
  • Ronaldo Caiado (União Brasil-GO): 7%;
  • Romeu Zema (Novo-MG): 6%;
  • Brancos/nulos/nenhum: 13%;
  • Não sabem: 3%.

Quando Tarcísio de Freitas entra na disputa, a configuração muda, mas Lula mantém a liderança:

  • Lula: 41%;
  • Tarcísio de Freitas: 23%;
  • Ratinho Jr.: 11%;
  • Ronaldo Caiado: 6%;
  • Romeu Zema: 3%;
  • Brancos/nulos/nenhum: 13%;
  • Não sabem: 2%.

Os números reforçam a dificuldade da direita em se unificar em torno de um nome competitivo no primeiro turno. A pulverização das candidaturas tende a empurrar a definição para o segundo turno, cenário que, até aqui, ainda favorece o atual presidente.

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Rejeição dos candidatos é fator decisivo

A rejeição segue como um dos principais entraves para a consolidação das candidaturas. Lula tem 44% dos eleitores afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. Jair Bolsonaro aparece numericamente próximo, com 45%, dentro da margem de erro.

Entre os nomes da família Bolsonaro, os índices também são elevados:

  • Flávio Bolsonaro (PL): 38%;
  • Eduardo Bolsonaro (PL): 37%;
  • Michelle Bolsonaro (PL): 35%.

Já os governadores da direita apresentam rejeições mais baixas:

  • Ronaldo Caiado (União Brasil): 18%;
  • Tarcísio de Freitas (Republicanos): 20%;
  • Ratinho Jr. (PSD): 21%;
  • Romeu Zema (Novo): 21%.

O levantamento ainda mostra que:

  • Rejeitam todos/não votariam em nenhum: 2%;
  • Votariam em qualquer um/não rejeitam nenhum: 1%;
  • Não sabem: 1%.

Bolsonaro mantém protagonismo, mas herdeiro enfrenta limites

A divulgação da pesquisa ocorre em meio ao esforço de Jair Bolsonaro para manter protagonismo político mesmo após a condenação que o tornou inelegível. A escolha de Flávio como herdeiro político busca preservar o capital eleitoral do bolsonarismo, mas os números indicam dificuldades para o grupo avançar em um eventual segundo turno.

Do outro lado, apesar da vantagem nas simulações, Lula também enfrenta obstáculos. Segundo o próprio Datafolha, o presidente registra taxa de reprovação de 38% e aprovação de 32%, o que mantém o cenário eleitoral em aberto para a disputa de 2026.

No levantamento anterior, 33% consideravam governo ótimo ou bom e 38% ruim ou péssimo. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O governo Lula (PT) foi considerado ótimo ou bom para 32% dos ouvidos na pesquisa Datafolha divulgada na última sexta-feira (5). Outros 37% avaliaram como ruim ou péssimo e 30% como regular.

Na pesquisa anterior, de setembro, a aprovação era de 33% e a reprovação, 38% e os que consideravam regular, 28%.A partir da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o instituto considerou haver uma estagnação na quantidade de entrevistados que consideram o governo Lula bom ou ótimo.

O instituto ouviu 2.002 eleitores de 16 anos ou mais entre a terça-feira (2) e quinta-feira (4) em 113 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Veja os números:

  • Ótimo ou bom: 32% (eram 33% na pesquisa de setembro);
  • Regular: 30% (eram 28% em setembro);
  • Ruim ou péssimo: 37% (eram 38% em setembro);
  • Não sabe/não respondeu: 1% (era 2% em setembro).

 

O efeito da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil ainda não aparece de forma clara no potencial eleitoral de Lula. Entre os trabalhadores mais impactados, os que ganham de dois a cinco salários mínimos, o presidente registrou alta de quatro pontos na aprovação. A variação, porém, está dentro da margem de erro desse recorte.

Na avaliação do trabalho pessoal do presidente, o quadro é de estabilidade, embora com números um pouco melhores do que os medidos para o governo. No total da amostra, 49% dizem aprovar Lula, contra 48% na pesquisa anterior. A desaprovação se mantém em 48%, mesmo índice de setembro.

No balanço geral, o Datafolha mostra que os padrões de aprovação ao presidente continuam alinhados às tendências eleitorais. Consideram o governo ótimo ou bom, acima da média nacional, os maiores de 60 anos (40%), os menos escolarizados (44%), os nordestinos (43%) e os católicos (40%).

Já entre grupos com maior presença de bolsonaristas e antipetistas, as taxas de reprovação sobem: 46% dos que têm ensino superior, 53% dos que ganham de cinco a dez mínimos, moradores do Sul (45%) e evangélicos (49%).

Lula aparece em situação melhor que Bolsonaro no mesmo período de 2021, quando o então presidente registrava 53% de ruim/péssimo e 22% de ótimo/bom.

 

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