Bad Bunny exalta cultura latina em show no Super Bowl
Apresentação do rapper contou com referências regionais e participações de famosos, como Lady Gaga e Ricky Martin, neste domingo (8)
Benito Antonio Martinez Ocasio, mais conhecido como Bad Bunny, exaltou a cultura latina no show do intervalo no Super Bowl, no Levi’s Stadium, na Califórnia, nos Estados Unidos, neste domingo (8). A apresentação do rapper porto-riquenho – toda em espanhol – contou com muitas referências regionais, políticas e participações de famosos.
O palco teve direito a decorações e cenários com referências e elementos latinos, além de bailarinos vestindo roupas características e instrumentos típicos, como pandeiro. “Agora todos querem ser latinos, só falta o molho”, disse o rapper.
Lady Gaga fez uma participação para lá de especial! O início da performance foi marcada por um casamento. De vestido azul, a cantora soltou a voz com a canção “Die with a Smile” – criada originalmente em parceria com Bruno Mars – no ritmo da salsa. Além disso, ela e Bad Bunny dançaram juntinhos.
Benito também convidou o conterrâneo, o cantor Ricky Martin. O ex-integrante do Menudo cantou uma versão da canção do rapper, “Lo Que Le Pasó a Hawaii”. A música integra “Debí Tirar Más Fotos”, vencedor do Grammy na categoria Álbum do Ano 2025. O cenário da apresentação teve elementos do audiovisual do disco, como bananeiras e cadeiras de plástico.
Além disso, a apresentação contou com participação do ator Pedro Pascal, da atriz Jessica Alba, da cantora Karol G e da rapper Cardi B. Os famosos dançaram e posaram para cliques nos bastidores do show. Através das redes sociais, compartilharam registros do momento especial.
O show teve muitos efeitos especiais repletos de significados. Num deles, mostrou uma criança porto-riquenha ao lado dos pais, assistindo pela televisão o rapper vencer o Grammy. Em seguida, Bad Bunny apareceu e entregou a estatueta para o menino.
Por fim, o cantor emocionou ainda mais o público. “Deus abençoe a América”, disse o rapper, ao mencionar todos os países que integram o continente americano, enquanto bandeiras das nações eram erguidas. A frase é comumente usada por estadunidenses para referir-se apenas à própria nação, ressaltando o patriotismo. Ao fundo, o telão exibia a mensagem: “A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor”.
A apresentação foi uma resposta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, devido os atos feitos pelo ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) contra imigrantes. Vale lembrar que durante o discurso no Grammy, o rapper criticou diretamente as ações do governo.

