Avião com Maduro chega aos EUA após captura. Ataque deixou 40 mortos, diz jornal
Mais cedo, o presidente Donald Trump afirmou que o futuro político da Venezuela ainda será definido e disse que o país ficará sob controle de um “grupo” designado por Washington até uma transição de poder.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chegou a Nova York por volta das 18h30 deste sábado (3), após ser capturado por autoridades dos Estados Unidos. A prisão ocorreu durante a madrugada, em Caracas, de acordo com o governo americano.
Mais cedo, em entrevista coletiva, o presidente Donald Trump disse que avalia os próximos passos para o país sul-americano. Ele ainda afirmou que os EUA pretendem conduzir o país por meio de um “grupo” que está em formação até uma transição de poder, sem detalhar prazos nem como esse arranjo funcionaria.
Também neste sábado, a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, anunciou que Maduro será julgado pela Justiça americana em um tribunal de Nova York.
Segundo Bondi, o líder venezuelano e a primeira-dama, Cilia Flores — também detida pelas autoridades americanas —, foram formalmente acusados dos seguintes crimes:
Conspiração para narcoterrorismo;
Conspiração para importação de cocaína;
Posse de metralhadoras e dispositivos explosivos;
Conspiração para posse de metralhadores.
O ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela neste sábado (3) deixou 40 mortos, informou o jornal americano “The New York Times”. A ação do governo de Donald Trump resultou na captura do presidente Nicolás Maduro.
Em pronunciamento, Trump afirmou que os EUA vão comandar a Venezuela até a transição de governo e também controlar o petróleo do país. Também voltou acusar Maduro de chefiar um cartel de narcotráfico na região. Também voltou acusar Maduro de chefiar um cartel de narcotráfico na região.
A ofensiva sucedeu meses de especulações e operações marítimas perto da costa da Venezuela. A ação atingiu diversos pontos de Caracas, a capital do país. Maduro e a esposa foram levados a Nova York em um navio de guerra dos Estados Unidos.
A pressão se intensificou em agosto, quando o governo Trump elevou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão do líder venezuelano. À época, os Estados Unidos reforçaram a presença militar no Mar do Caribe. Inicialmente, a Casa Branca afirmou que a mobilização tinha como objetivo combater o narcotráfico internacional. Com o tempo, autoridades passaram a dizer, sob anonimato, que o objetivo final seria derrubar Maduro.

