14 de janeiro de 2026
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Após seis anos de queda, furto em dutos de combustíveis volta a crescer, e São Paulo concentra maior número de casos

Vítima de crime, Transpetro investe R$ 100 milhões por ano em prevenção e alerta para os riscos à vida das pessoas e ao meio ambiente

Vítima do crime de furto de combustíveis em dutos, prática que coloca em risco a segurança da população e do meio ambiente, a Transpetro alerta para o aumento das derivações clandestinas registradas em 2025. Após seis anos de queda contínua, os casos voltaram a crescer na malha dutoviária operada pela companhia, com maior concentração no estado de São Paulo, onde ocorreram 70% dos casos do ano passado.

Em 2025, foram registradas 31 ocorrências entre furtos e tentativas de furto em dutos operados pela Transpetro, ante 25 casos em 2024, interrompendo uma trajetória de redução de aproximadamente 90% desde 2018, quando houve 261 registros. A companhia opera uma malha de cerca de 8,5 mil quilômetros de dutos em todas as regiões do país.

O aumento da atividade criminosa preocupa pelos riscos à segurança das pessoas, pelo potencial de causar consequências ambientais irreparáveis e pelo impacto que pode provocar no abastecimento de combustíveis em infraestruturas essenciais para a sociedade, como hospitais, aeroportos e portos.

“Somos vítimas de um crime grave, que coloca vidas em risco e afeta infraestruturas essenciais. Mesmo com investimentos contínuos em prevenção, da ordem de R$ 100 milhões por ano, as derivações clandestinas aumentaram pela primeira vez em seis anos. Por isso, consideramos indispensável uma resposta integrada, envolvendo os órgãos de segurança pública, além do endurecimento da legislação para desestimular essa prática criminosa”, afirma o presidente da Transpetro, Sérgio Bacci.

São Paulo concentra maioria dos casos

O estado de São Paulo registrou aumento no número de ataques criminosos a dutos operados pela Transpetro, passando de 17 ocorrências em 2024 para 22 em 2025. Com esse crescimento, o estado concentra mais de 70% dos casos registrados no país no último ano, mantendo-se como a principal área de incidência das derivações clandestinas.

A evolução dos números indica uma tendência de crescimento no estado, que já havia registrado 16 ocorrências em 2023, evidenciando o avanço da atuação criminosa em uma região estratégica para a logística de combustíveis no Brasil.

“Nesse contexto, o aumento das derivações clandestinas em São Paulo não pode ser interpretado como evento episódico, mas como um risco estrutural e sistêmico. Porque o estado concentra a maior malha dutoviária do país, com extensa capilaridade e proximidade a centros urbanos; um mercado consumidor robusto e contínuo, o que assegura rápida absorção do produto subtraído; e infraestrutura logística e viária densa, facilitando o escoamento clandestino e a pulverização da mercadoria ilícita, pois o estado abriga em seu território uma extensa malha de dutos”, argumenta Bacci.

Minas Gerais também apresentou aumento, passando de uma ocorrência em 2024 para seis em 2025, sinalizando possível expansão geográfica das ações criminosas. Goiás registrou uma ocorrência no período. Os dois estados são atravessados pelo Oleoduto São Paulo–Brasília (OSBRA), um dos mais estratégicos do sistema dutoviário nacional para o escoamento de derivados de petróleo.

Em contrapartida, o Rio de Janeiro apresentou redução significativa. Em 2020, foram registradas 13 derivações clandestinas no estado, número que caiu para uma ocorrência em 2025. O resultado evidencia a eficácia das ações integradas com as autoridades de segurança pública para coibir o furto de combustíveis em dutos e das ações preventivas adotadas pela Transpetro.

Estratégia integrada na prevenção ao crime

Para se prevenir dessa ação criminosa, em 2026 a Transpetro seguirá investindo na estratégia integrada baseada em três pilares: aplicação de tecnologia e inteligência para monitoramento e detecção de tentativas de furto; atuação conjunta com órgãos de segurança pública; e relacionamento permanente com as comunidades vizinhas às faixas de dutos.

No pilar tecnológico, a Transpetro investe de forma contínua em sistemas de monitoramento avançado, com uso de inteligência artificial para identificação precoce de tentativas de furto e vigilância especializada ao longo das faixas de dutos. A operação é acompanhada em tempo real, 24 horas por dia, pelo Centro Nacional de Controle e Logística (CNCL) e pelo Centro de Controle de Proteção de Dutos, ambos no Rio de Janeiro.

Essas ferramentas ampliam a capacidade de detecção rápida de tentativas de derivação clandestina, permitindo que a Transpetro informe os órgãos de segurança pública com maior agilidade, contribuindo para a atuação imediata das autoridades e para a frustração dos atos criminosos.

Nesse campo, a Transpetro mantém parcerias com órgãos de segurança pública, Ministérios Públicos e órgãos reguladores, atuando no apoio a investigações e operações, na sensibilização de autoridades sobre a gravidade do crime e suas consequências, e na participação como assistente de acusação em processos penais envolvendo esse tipo de delito.

O relacionamento com as comunidades vizinhas aos dutos é outro pilar fundamental da estratégia. A companhia mantém diálogo permanente com moradores das áreas próximas, estimulando a participação da população no enfrentamento ao crime por meio de denúncias anônimas, como as realizadas pelo telefone 168, além de promover ações educativas para conscientizar sobre os riscos do furto de combustíveis à segurança das pessoas e ao meio ambiente.

A Transpetro também desenvolve iniciativas de responsabilidade social nessas regiões, reforçando a relação de confiança com as comunidades. Em 2025, a companhia investiu cerca de R$ 19 milhões em obras comunitárias nas faixas de dutos e convênios educacionais e ambientais.

“Por ano, a Transpetro transporta cerca de 650 bilhões de litros de petróleo, derivados e biocombustíveis pelos dutos, o que significa tirar milhares de caminhões das estradas. Esse modal evita 99,5% das emissões de gases em comparação ao transporte rodoviário. É uma operação estratégica que garante eficiência, segurança e menor impacto ambiental, essencial para o abastecimento de combustíveis no Brasil”, conclui o presidente Bacci.

Sobre a Transpetro

Operando 48 terminais (27 aquaviários e 21 terrestres), cerca de 8,5 mil quilômetros de dutos e 33 navios, a Transpetro é a maior subsidiária da Petrobras. A empresa é a maior companhia de logística multimodal de petróleo, derivados e biocombustíveis da América Latina.

A Transpetro presta serviços a distribuidoras, à indústria petroquímica e demais empresas do setor de óleo e gás. A carteira da subsidiária da Petrobras conta com mais de 170 clientes.

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