Alckmin destaca produção de gás natural no estado do Rio como parte ‘essencial’ da nova política industrial
Ministro apontou os recursos naturais, polo automotivo em Resende e o agro como pontos importantes no projeto
O ministro confirmou que o acordo será assinado no Paraguai no último sábado (17). Ele ressaltou que Lula “foi quem fez todo o trabalho” de negociação do acordo, apesar de não conseguir fechá-lo durante a presidência do Brasil do Mercosul.
“Assim que for assinado, o Parlamento Europeu aprova sua lei e nós aprovamos a lei internalizando o acordo, esperamos que aprovem ainda no primeiro semestre e que entre em vigor já no segundo semestre”, afirmou.
Alckmin também apontou que o acordo “é o maior entre blocos do mundo”. “São 720 milhões de pessoas, US$ 22 trilhões de mercado. São cinco países do Mercosul e 27 países da União Europeia. Isso significa comércio. Vamos vender mais para eles. Vai ter livre comércio, mas com regras. Vamos comprar mais deles também”, declarou.
Segundo o ministro, “quem ganha é a sociedade”. “Se sou mais eficiente em um produto, vendo para você. Se você é mais eficiente em outro produto, você vende para mim. Ganha a sociedade comprando produtos mais baratos e de melhor qualidade”.
O vice-presidente afirmou que o acordo “vai fortalecer o agronegócio, a indústria e consequentemente também os serviços”. Disse que o comércio exterior hoje é “emprego na veia”. “Se determinadas empresas não exportarem, elas fecham”, acrescentou.
“O acordo é importantíssimo porque o maior parceiro comercial do Brasil é a China e o segundo é a União Europeia. É importantíssimo tanto no agro quanto na indústria. No agro, vamos poder exportar praticamente tudo. A resistência que tinha na Europa, especialmente na França, era exatamente com receio da competitividade da agropecuária brasileira”, declarou.
“O acordo é um exemplo para o mundo em um momento de instabilidade política, de geopolítica com guerra em vários lugares, de protecionismo exacerbado. É um exemplo de que é possível, através do diálogo e da negociação, fortalecer o multilateralismo e ter o livre comércio”, concluiu.
“Sobre o Irã, também não vejo relação. Os EUA colocou que não quer que haja comércio com o Irã, mas o Irã tem 100 milhões de pessoas. Os países europeus exportam para o Irã, a maioria dos países tem algum tipo de relação”m afirmou.
O vice-presidente ressaltou que que o acordo com a União Europeia não interfere na negociação com os Estados Unidos para reduzir ainda mais o tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump. Disse que os “EUA são muito importantes porque é para onde exportamos produtos de valor agregado”.
“O acordo com a UE interfere? Eu diria que não. São coisas distintas. Vamos continuar trabalhando para reduzir ainda mais a alíquota e abrir ainda mais os mercados”, declarou. “Avançamos. A primeira ordem executiva afetava 37% dos produtos com a tarifa de 10%+40%. Reduzimos para 36%, para 34%, para 33%, para 22% e hoje está em 19%. Vamos trabalhar para reduzir a alíquota e excluir mais produtos. Na última, saiu café, carne, frutas. Já tinha saído antes suco de laranja, avião, determinados produtos de madeira”, concluiu.

