Capacitação sobre combate ao trabalho escravo reúne profissionais da Saúde em Cabo Frio
Combater o trabalho análogo à escravidão é uma necessidade urgente para garantir a dignidade e a cidadania dos trabalhadores. Cabo Frio entrou na rota desse debate ao sediar, nesta quarta-feira (04), na Universidade Veiga de Almeida, uma capacitação do Projeto Estratégico de Capacitação da Rede de Atendimento às Vítimas da Escravidão Contemporânea (Precav), do Ministério Público do Trabalho (MPT), em parceria com o Projeto Ação Integrada (Cáritas RJ). O evento também teve o apoio da Secretaria Municipal de Saúde e do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador da Baixada Litorânea (Cerest- BL), sediado em Cabo Frio.
O encontro reuniu um público amplo e diverso, e contou com a participação ativa de integrantes do Governo Municipal, incluindo profissionais das áreas da Saúde e da Educação; representantes do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas); da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres, além de servidores de outros municípios; estudantes e a sociedade civil em geral. A Secretaria Municipal de Saúde de Cabo Frio foi representada pela secretária-adjunta de Vigilância em Saúde e Atenção Básica, Sandra Rabelo.
“Esse é um evento de extrema relevância para a região, focado na conscientização, prevenção e qualificação profissional. Motivado pelo aumento de casos de agravos à saúde relacionados ao trabalho na Baixada Litorânea, firmamos uma parceria estratégica com foco direto na tríade: trabalho, emprego e saúde ocupacional”, destacou a coordenadora do Cerest- BL e enfermeira do Trabalho Cristiane Falque.
A programação contou com diversas atividades, incluindo painéis sobre a atuação do Ministério Público do Trabalho, com o procurador do MPT e coordenador regional de Erradicação do Trabalho Escravo e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Conaete), Thiago Gurjão; o papel do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas do Governo do Estado do Rio de Janeiro, com a coordenadora do NETP-RJ, Julia Kronenberger; e atendimento pós-resgate, com a coordenadora do projeto Ação Integrada/Programa de Atendimento a Resgatados de Trabalho Escravo, Débora Alves. Na parte da tarde, foram realizadas oficinas, estudos de caso e dinâmicas participativas.
“A iniciativa alcançou um excelente resultado prático. Como desdobramento imediato deste encontro, serão criados novos fluxos oficiais de atendimento e articulação, além de novas parcerias institucionais para garantir um ambiente de trabalho mais seguro e digno para toda a população da Baixada Litorânea”, explicou a secretária-adjunta de Vigilância em Saúde e Atenção Básica, Sandra Rabelo.

