Motorista de ônibus morre ao volante na Via Dutra, no RJ, e arrasta 22 veículos; 10 pessoas se ferem
O motorista de um ônibus que seguia pela Rodovia Presidente Dutra na manhã desta sexta-feira (30) teve um infarto fulminante e morreu ao volante, causando um engavetamento entre 22 veículos e deixando ao menos 10 pessoas feridas, 2 delas com quadro moderado.
O acidente foi por volta das 6h na pista lateral sentido Rio de Janeiro, na altura da Casa do Alemão, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
O coletivo cujo motorista infartou era da Kharisma Turismo e seguia para a Penha, na Zona Norte do Rio. Quando o condutor passou mal, o veículo ficou desgovernado e acabou arrastando 15 carros, outros 4 ônibus, 1 carreta e 1 caminhão pequeno.
O Kharisma só parou em um muro, 500 metros adiante — nenhum passageiro a bordo se feriu.
Bombeiros de 5 quartéis foram mobilizados para o socorro. Cinco das vítimas foram levadas para o Hospital Geral de Nova Iguaçu, nenhuma em estado grave.
Não havia previsão para liberar a pista lateral. As faixas centrais rumo à capital seguiam abertas, mas muitos passageiros de ônibus que estavam presos no congestionamento desembarcaram e passaram a andar a pé pelo asfalto.
Até a última atualização desta reportagem, eram 12 km de engarrafamento.
O que contam os acidentados
Luiz Fernando conduzia um ônibus da linha Nova Aurora-Central e disse ter percebido que o motorista que infartou chegou a parar na pista, antes do engavetamento.
“Ele já estava passando mal lá atrás, a uns 100 metros, deixando o trânsito lento, e todo mundo passou a cortar esse ônibus pela esquerda. Aí, do nada, ele veio arrastando tudo. Só deu tempo de segurar o volante. Era carro rodando para tudo quanto é lado”, lembrou.
Matheus dirigia um desses automóveis. “Fui surpreendido com o impacto na traseira. O ônibus estava arrastando descontroladamente pela pista próximo à mureta. Acabamos rodando na pista e paramos bem no centro, graças a Deus sem ferimentos”, narrou.
Luciano, que estava em outro automóvel, contou que não houve como escapar do engavetamento. O veículo dele ficou destruído.
“Eu escutei um barulho e olhei no retrovisor: era o ônibus arrastando. Mas não deu para fazer absolutamente nada. Se eu jogasse o carro para o lado, eu acertava um motoqueiro passando no corredor. Foi só esperar a pancada — e agradecer a Deus.”
“No impacto, eu senti o carro levantar. Bati na mureta e em outros carros, e depois o airbag acionou, não consegui ver mais nada. Aí foi só respirar e sair do carro”, descreveu.

