23 de outubro de 2026
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Jogadores apontam erros do Flamengo para eliminação na Libertadores

O Flamengo está fora da Libertadores de 2026 e por mais que as três cobranças desperdiçadas na disputa por pênaltis tenham sido decisivas, houve consenso que o maior problema foi outro. O péssimo desempenho ofensivo foi considerado determinante para a eliminação na semifinal na quinta-feira (22), para o Estudiantes.

“Faltou repertório, encontrar soluções dentro do campo para superar a marcação individual deles. E ficamos ansiosos, perdendo bolas, acelerando o jogo em alguns momentos. E o tempo foi passando, não encontramos essas soluções. Foi para os pênaltis e eles tiveram mais méritos que a gente”, analisou Léo Ortiz.

O que faltou ao Flamengo

Afinal, o Rubro-Negro ficou três tempos inteiros sem levar perigo ao gol adversário nas duas partidas. Além do primeiro tempo do 0 a 0 no Maracanã, o duelo inteiro na Argentina também foi assim.
Somente no segundo tempo, após a expulsão de Rodríguez, o Flamengo obrigou Muslera a trabalhar. Ainda assim, mesmo com um a mais, só criou uma chance real de gol, em cabeçada de Gonzalo Plata. Faltou efetividade e também variação de jogadas.

“Defensivamente eles foram muito fortes, não deixaram a gente criar e, quando a gente criava, sempre paravam com falta. E a gente não conseguiu concluir as jogadas. Acho que faltou chute de fora da área para a gente poder tirar a equipe deles de trás e fazer os gols”, disse Bruno Henrique.

A falta de criatividade, inclusive, fez com que Arrascaeta entrasse em campo antes da previsão inicial de retorno da cirurgia no pulso esquerdo. Mesmo assim, o time seguiu com muitos erros de cruzamentos e sem conseguir criar jogadas com a bola no pé para superar a bem postada defesa do Estudiantes.

“Era um jogo em casa onde a gente tinha que propor, criar mais chances. Passamos praticamente o segundo tempo inteiro com um jogador a mais. E, cara, a gente vai pra casa hoje com um sentimento muito ruim com essa derrota”, afirmou Emerson Royal, que emendou:

“Faltou um pouco mais de maturidade. Hoje era um jogo que tínhamos que comandar os 90 minutos e não aconteceu, demos espaço para eles jogarem. E quando eles estavam com um jogador a menos nós tivemos dificuldade em criar”.

Fantasma do Mundial de Clubes que se repete

Para completar o péssimo desempenho rubro-negro durante toda semifinal de Libertadores, a incompetência ofensiva do time se estendeu para a disputa nos pênaltis. Com três cobranças desperdiçadas, o Flamengo reviveu o mesmo cenário do Mundial de Clubes.

No vice para o PSG o desempenho foi ainda pior nas penalidades, com quatro cobranças desperdiçadas por Saúl, Pedro, Léo Pereira e Luiz Araújo, todas defendidas por Safonov. Desta vez, foram três erros, de Jorginho, Lucas Paquetá e Bruno Henrique, que pararam em Muslera, com Arrascaeta e Léo Pereira sendo os únicos que converteram.

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