23 de outubro de 2026
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Polícia prende olheiro de quadrilha ligada a ataque contra idosa no Leblon

Um homem, identificado como Fabio Cassiano da Silva, foi preso, nesta quinta-feira (22), em Benfica, Zona Norte do Rio, por suspeita de integrar uma quadrilha especializada em roubos de “saidinha de banco”. Apontado como responsável por monitorar vítimas e repassar informações aos comparsas, ele é investigado por participação em pelo menos cinco assaltos, incluindo uma tentativa de assalto que terminou com uma idosa baleada no Leblon, na Zona Sul, na última semana.

De acordo com as investigações, o suspeito atuava como “olheiro” do grupo e observava a movimentação nas agências bancárias para identificar pessoas que sacavam dinheiro. Em seguida, repassava informações aos demais integrantes, que seguiam as vítimas e realizavam as abordagens após a saída dos bancos.

Em um dos crimes investigados, ocorrido em março deste ano, no Recreio dos Bandeirantes, o homem foi flagrado dentro de uma agência bancária enquanto observava uma vítima. Na ocasião, ele fotografou a pessoa escolhida como alvo e enviou a imagem aos comparsas.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito utilizava as mesmas roupas durante as ações criminosas: um boné verde-oliva e uma camisa creme. As características ajudaram os investigadores a relacioná-lo a diferentes ocorrências.

Somente em agosto, integrantes do grupo foram identificados em pelo menos quatro assaltos em Copacabana, no Flamengo e na Barra da Tijuca. Entre os crimes atribuídos à quadrilha está a tentativa de latrocínio contra uma idosa no Leblon, na semana passada.

As investigações continuam para identificar os demais integrantes do grupo e esclarecer a participação de cada um nos crimes.

Relembre o caso

Na quinta-feira (15), uma idosa de 80 anos, identificada como Tania Andrade Lima, foi baleada e brutalmente agredida durante um assalto na Rua Venâncio Flores, no Leblon, Zona Sul do Rio. Imagens de câmeras de segurança de um prédio registraram toda a ação. A vítima caminhava pela calçada, na altura do número 410, quando o assaltante se aproximou e puxou a bolsa dela.
Em seguida, o criminoso derrubou a idosa e continuou tentando arrancar a bolsa de seu braço. Mesmo com a vítima caída no chão, ele insistiu no roubo e chegou a balear a idosa no pescoço, ombro e na mão.

Poucos segundos depois, três homens que estavam nas proximidades intervieram. O assaltante, então, saiu correndo, levando a bolsa da vítima. Na fuga, ele subiu na garupa de uma motocicleta, onde um comparsa o aguardava, e deixou o local.

Idosa baleada no Leblon foi premiada por descobrir o Cais do Valongo

Tania Andrade Lima é a professora aposentada Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) reconhecida por descobrir o Cais do Valongo, na Zona Portuária.
Pesquisadora sênior do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Tania é professora aposentada do Departamento de Antropologia do Museu Nacional da UFRJ. Ela também fundou e coordenou o Programa de Pós-Graduação em Arqueologia da instituição, contribuindo para a formação de pesquisadores na área.
Em 2023, a arqueóloga recebeu o Hypatia Award, prêmio internacional concedido pela Confederação dos Centros Internacionais para a Conservação do Patrimônio Arquitetônico (CICOP Net), em reconhecimento aos serviços prestados à Arqueologia, à História e à preservação do patrimônio cultural da humanidade.

Sua atuação ganhou projeção especialmente com a descoberta do Cais do Valongo, na região portuária do Rio. O local foi um dos principais pontos de desembarque de africanos escravizados nas Américas e se tornou uma referência para o estudo da escravidão e de seus impactos na formação da sociedade brasileira.

Ao longo da carreira, Tania também presidiu e foi vice-presidente da Sociedade de Arqueologia Brasileira. A pesquisadora integra ainda conselhos editoriais de revistas científicas do Brasil, de outros países da América do Sul e da Europa.

Entre as homenagens recebidas estão a Comenda da Ordem do Mérito Cultural, concedida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006, e o prêmio Faz Diferença, do jornal O Globo, na categoria Rio, em 2016.

A arqueóloga também participou de projetos de preservação da memória histórica da cidade. Entre 2010 e 2012, trabalhou para a Prefeitura do Rio na primeira fase das obras do Porto Maravilha, com intervenções em ruas da região portuária. Os trabalhos incluíram a Rua Barão de Tefé, onde foi encontrado um sítio arqueológico ligado à história da presença africana no Rio.

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