18 de outubro de 2026
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Campos tem atendimento e acolhimento humanizados para o climatério e a menopausa

Neste domingo, 18 de outubro, é celebrado o Dia Mundial da Menopausa, uma data importante para conscientizar e informar a população sobre essa fase, que marca o fim do ciclo reprodutivo feminino. Em Campos, o atendimento é realizado pelo Centro de Referência e Tratamento à Mulher (CRTM), por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), oferecendo acolhimento humanizado e assistência às mulheres durante o climatério e a menopausa.

“Este ano, o tema global da campanha é a dor crônica na meia-idade, algo que, na prática, vejo todos os dias no consultório. Mulheres sofrem caladas, convencidas de que isso é ‘normal’, que é ‘da idade’. Essa realidade me trouxe de volta a Campos para cumprir uma missão. E não estou sozinha nessa jornada. A Prefeitura de Campos enxergou o que poucos conseguem ver: a angústia silenciosa das mulheres na menopausa. Mais do que isso, decidiu fazer algo por elas. Nasceu assim, no Centro da Mulher, um dos primeiros projetos do Brasil a oferecer atendimento e acolhimento humanizados para o climatério e a menopausa pelo SUS”, contou a ginecologista e obstetra Mariah Bárbara.

A médica explica que esse é um modelo inovador no SUS, existente apenas em São Paulo. Campos é o primeiro município do estado do Rio de Janeiro a implementá-lo, seguido por Macaé. Segundo ela, os avanços no tratamento ajudam a reduzir a necessidade de consultas com outros especialistas, como psiquiatras, além de diminuir as idas ao pronto-socorro.

“Em um ano de trabalho, o que mais me emociona não são os números, mas as mulheres que voltaram a dormir, recuperaram a energia e se reconheceram no espelho. Mulheres que entenderam o que está acontecendo com o próprio corpo e, com isso, tornaram-se agentes de transformação na vida de outras mulheres. A ciência também está evoluindo. No Congresso Mundial da Menopausa, vimos que os níveis de hormônios como a testosterona começam a cair aos 35 anos, dez anos antes do que se imaginava, e que a menopausa ocorre cada vez mais cedo. Por isso, fica o alerta: em caso de suspeita, procure um médico habituado a lidar com hormônios”, orientou.

Mariah reforça que a menopausa é uma importante transição para o envelhecimento, e não o fim da vida da mulher. A terapia de reposição hormonal pode contribuir para a longevidade e auxiliar na prevenção de problemas como fraturas e doença de Alzheimer.

“A menopausa não é uma sentença. É uma fase de transformação que merece cuidado. Neste Dia Mundial da Menopausa, meu pedido é simples: mulher, não se cale. Procure ajuda! Você não está sozinha!”, finalizou.

ATENDIMENTO

O Centro de Referência e Tratamento à Mulher também conta com as médicas Fernanda Siqueira Lima Manzolin e Patrícia Chicharo, especializadas no tratamento do climatério e da menopausa. As pacientes são encaminhadas das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e dos serviços de Atenção Primária à Saúde.

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