16 de outubro de 2026
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Governo do Rio recebe equipamentos antidrones para reforçar combate ao crime organizado no Rio

Dispositivos serão destinados às polícias Civil e Militar, que passam a contar também com novos avanços tecnológicos na segurança prisional

O Governo do Estado do Rio de Janeiro recebeu, nesta quinta-feira (15/10), quatro equipamentos antidrones do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), destinados às polícias Civil e Militar para reforçar o enfrentamento ao crime organizado. A entrega ocorreu na sede do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), onde também foram apresentadas novas estratégias de combate às comunicações ilícitas dentro das unidades prisionais.

Dos quatro equipamentos entregues, dois serão destinados à Secretaria de Estado de Polícia Civil e dois à Secretaria de Estado de Polícia Militar.

Os equipamentos vão ampliar os recursos tecnológicos das forças de segurança para enfrentar o uso criminoso de drones, empregados por organizações criminosas para monitorar operações policiais e transportar itens ilícitos.

Monitoramento de celulares em presídios

No evento também foi destacada a implementação do Programa Nacional de Neutralização de Comunicações Ilícitas em Estabelecimentos Penais, instituído pelo Decreto Federal nº 13.136/2026, publicado no último dia 13 de outubro. A medida estabelece procedimentos para o bloqueio administrativo individualizado de dispositivos de comunicação identificados em uso irregular dentro das unidades prisionais.

O governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, ressaltou que a nova metodologia permite interromper o uso irregular dos serviços de telefonia sem comprometer as comunicações legítimas dentro das unidades prisionais.

— Estamos diante de uma nova metodologia muito eficaz de enfrentamento ao crime organizado. Quando bloqueamos especificamente os aparelhos utilizados por criminosos, conseguimos impedir que o serviço de telefonia seja usado para a prática de crimes, sem comprometer as comunicações legítimas — afirmou o governador em exercício, desembargador Ricardo Couto.

No Rio de Janeiro, a Secretaria de Estado de Polícia Penal já vinha desenvolvendo um projeto-piloto de bloqueio de celulares em unidades prisionais, em articulação com o Ministério Público, o Tribunal de Justiça e órgãos federais. Segundo a secretária de Estado de Polícia Penal, Alessandra Odawara, a iniciativa permitiu bloquear aproximadamente 700 aparelhos por via judicial antes mesmo da publicação do decreto federal.

— O Rio de Janeiro já vinha realizando bloqueios por via judicial, em parceria com o Ministério Público e o Tribunal de Justiça do Estado. Fomos o primeiro estado a acessar o sistema da Anatel, em um projeto-piloto que se mostrou muito eficaz. Hoje, com a parceria da Senappen e a publicação do decreto, iniciamos os bloqueios administrativos. É um marco histórico e um novo momento para o sistema prisional fluminense e para o Brasil — afirmou a secretária.

De acordo com a secretária, o projeto-piloto também permitiu avaliar os impactos da medida sobre usuários que não estavam envolvidos em atividades ilícitas.

Ações de Inteligência

Além dos avanços tecnológicos, a Secretaria de Estado de Polícia Penal vem intensificando as ações de fiscalização e inteligência nas unidades prisionais fluminenses.

Entre as iniciativas está a Operação Illicitus, desenvolvida pela Polícia Penal do Rio de Janeiro para reforçar o combate à entrada e à circulação de materiais proibidos nas unidades prisionais. Ela já resultou na apreensão de mais de 1.500 aparelhos celulares, em ações voltadas ao combate à entrada e à circulação de materiais proibidos nos presídios do estado.

Na noite de quarta-feira (14/10), a Operação Modo Avião, realizada por equipes federais e estaduais, identificou 143 dispositivos em uso irregular nos presídios fluminenses, posteriormente bloqueados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

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