14 de outubro de 2026
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Estupro coletivo em Copacabana: envolvidos são condenados a 15 anos

Réus deverão cumprir pena em regime fechado e pagar indenização de 40 salários mínimos à adolescente; crime ocorreu em janeiro deste ano

A 1ª Vara Especializada de Crimes contra a Criança e ao Adolescente da Capital condenou quatro homens a 15 anos de prisão, em regime fechado, pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, ocorrido em janeiro deste ano, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Bruno Felipe dos Santos Allegretti, João Gabriel Xavier Bertho, Mattheus Verissimo Zoel Martins e Vitor Hugo Oliveira Simonin também deverão pagar uma indenização de 40 salários mínimos por danos morais à vítima. Os réus foram absolvidos da acusação de cárcere privado.

A decisão foi proferida após o andamento do processo, que tramitava em segredo de Justiça por envolver uma vítima adolescente. A condenação ocorre depois de o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) pedir a punição dos quatro acusados. Em setembro, o órgão havia apresentado o pedido à Justiça na fase final da ação penal, após a apresentação das alegações das partes.

Os quatro homens estavam presos desde março deste ano. Durante o processo, eles negaram as acusações e sustentaram que a relação sexual teria ocorrido de forma consensual.

Segundo as informações divulgadas anteriormente sobre a investigação, o crime aconteceu na noite de 31 de janeiro. A adolescente contou que recebeu uma mensagem de um colega da escola, com quem já havia mantido um relacionamento, convidando-a para ir à casa de um amigo, em Copacabana.

Ao chegar ao imóvel, o rapaz teria sugerido que os dois fizessem algo diferente, proposta recusada pela jovem. Em seguida, ela foi conduzida a um quarto, onde, segundo o relato apresentado à polícia, foi surpreendida pela presença de outros homens. A adolescente afirmou que os envolvidos insistiram para que ela mantivesse relações sexuais, mesmo diante de sua negativa.

As investigações ficaram a cargo da 12ª DP (Copacabana). Durante a apuração, policiais analisaram imagens de câmeras de segurança do prédio, que registraram a chegada dos envolvidos ao apartamento e a saída deles pouco depois da 1h. O material ajudou a identificar os suspeitos.

Na época, o delegado responsável pelo caso informou que a adolescente chegou à delegacia com lesões aparentes e bastante abalada. Ela passou por exame de corpo de delito, e os ferimentos identificados foram apontados como compatíveis com o relato apresentado durante o atendimento policial.

O caso também teve desdobramentos relacionados à participação de um adolescente, que foi alvo de procedimento próprio por ser menor de idade. Em abril, a Justiça determinou a internação do jovem, considerando a gravidade dos fatos e os elementos apresentados durante a apuração.

A condenação dos quatro adultos estabelece a pena de prisão e a obrigação de indenizar a vítima pelos danos morais. Além disso, a absolvição da acusação de cárcere privado significa que eles não foram condenados por esse crime específico, embora tenham recebido penas pelo estupro coletivo.

Em nota, a defesa de Vitor Hugo Oliveira Simonin ressaltou que não faria comentários específicos sobre a decisão por se tratar de um processo sob segredo de Justiça. A equipe jurídica criticou o vazamento da sentença antes da intimação oficial dos advogados e pediu a apuração do caso. Segundo o representante do réu, já haviam ocorrido divulgações de vídeos, áudios e trechos dos interrogatórios dos acusados. O advogado afirmou ter apresentado duas reclamações anteriores à Justiça sobre vazamentos e defendeu que o responsável pela divulgação seja identificado e responsabilizado. O DIA tenta contato com as defesas dos outros condenados e o espaço segue aberto para qualquer manifestação.

 

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