Incêndio atinge prédio com mais de 100 famílias no Rio Comprido
Fogo mobilizou equipes dos bombeiros; segundo o movimento responsável pela ocupação, moradores conseguiram deixar o local e não houve vítimas
Um incêndio atingiu, na tarde deste sábado (10), um edifício na Rua Santa Alexandrina, no Rio Comprido, na Zona Norte da capital fluminense. O imóvel, que pertence à União e foi utilizado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), abriga atualmente a Ocupação Luiza Mahin, onde vivem mais de 100 famílias.
O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 16h e conseguiu controlar as chamas às 17h20. Não houve registro de vítimas, conforme as informações divulgadas até o momento. A causa do incêndio ainda não foi esclarecida.
O prédio fica no número 416 da Rua Santa Alexandrina. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram fumaça saindo de pavimentos superiores e focos de fogo na parte interna do edifício.
Em manifestação divulgada após o episódio, o Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), responsável pela ocupação, informou que os moradores deixaram o imóvel durante o incêndio. Segundo o grupo, algumas famílias perderam pertences, mas ainda não havia um levantamento completo dos prejuízos.
Movimento pede doações
O MLB pediu solidariedade às famílias afetadas e afirmou que os moradores precisarão de apoio para recuperar parte dos objetos perdidos e reorganizar a rotina após o incêndio. O movimento também atribuiu o episódio à falta de providências do poder público em relação ao imóvel. A causa do fogo, no entanto, permanece desconhecida.
As contribuições podem ser feitas por pix, utilizando o e-mail lutanosbairrosrj@gmail.com, divulgado pelo movimento.
Prédio foi usado pelo Inmetro
A ocupação Luiza Mahin começou em 7 de agosto deste ano, quando famílias ligadas ao MLB passaram a viver no edifício. O grupo afirma que a iniciativa busca oferecer moradia a pessoas que enfrentam dificuldades para pagar aluguel ou que não conseguiram acesso a programas habitacionais.
Apesar de ser conhecido como antigo prédio do Inmetro, o imóvel não pertence ao instituto. De acordo com esclarecimento publicado pelo próprio órgão, o edifício era cedido para uso da instituição desde 1992 e foi devolvido à Secretaria do Patrimônio da União em 2022. A União é a proprietária do espaço.
O edifício também esteve no centro de uma disputa judicial após a ocupação. Em agosto, a Justiça Federal determinou a reintegração de posse, sem autorizar a retirada imediata dos moradores. No mesmo período, o Ministério Público Federal solicitou à Polícia Federal a abertura de investigação sobre episódios de ocupação e possíveis danos ao patrimônio.

