Elefante-marinho faz ‘tour’ pelo Rio e para em Copacabana
Após ser avistado em São Conrado, na Zona Sul do Rio, e em Icaraí, em Niterói, na Região Metropolitana, o elefante-marinho já apelidado pelos internautas de “Leôncio” continuou a passear pelo Rio de Janeiro e decidiu parar na Praia de Copacabana, na altura do posto 3, também na Zona Sul, na manhã desta terça-feira (6). A presença do animal chamou a atenção de banhistas, que foram à praia para contemplar o descanso do bicho marinho.
Embora a aparição do elefante-marinho desperte curiosidade, é estritamente proibida a aproximação e alimentação. O local onde ele está foi isolado por guarda-vidas com bandeiras roxas, que indicam a presença de um animal marinho.
No domingo (4), o elefante-marinho foi avistado próximo à orla da Praia de Icaraí, em Niterói. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram o animal apenas com a cabeça para fora da água.
Dois dias antes, na sexta-feira (2), o mesmo elefante-marinho já havia passado pela Praia de São Conrado. Em meio a um dia chuvoso e de baixas temperaturas, o animal chamou a atenção de banhistas que passavam pelo local ao aparecer se espreguiçando na areia.
Segundo o presidente do AquaRio e biólogo marinho Marcelo Szpilman, o animal é um elefante-marinho macho, jovem, mas já adulto. Ele pode pesar duas ou três toneladas e atingir cinco metros de comprimento.
“O elefante-marinho não é muito comum de aparecer nas nossas praias. São mais comuns os leões-marinhos. Mas o que pode ter levado esse animal até a nossa praia é uma corrente marinha fria, em que ele estava junto, tentando pegar peixe, e veio vindo com a corrente até bater na nossa praia. Agora, ele é perfeitamente forte e capaz de retornar para a área original dele”, explicou.
Ainda segundo o biólogo, o elefante-marinho macho é um animal territorialista e bastante agressivo.
“Ele tem dentes bastante fortes, ou seja, pode morder a pessoa que inadvertidamente chegar muito perto. Então, a recomendação, aliás, é uma recomendação para qualquer animal selvagem: não chegar perto. Esse animal, apesar de ser grande, pode dar uma corrida na areia e pegar uma pessoa desprevenida. Então, o melhor é manter distância, uma distância segura de um animal como esse”, afirmou.

