Exposição gratuita “Corpo” inaugura no Centro Cultural Memorial Getúlio Vargas
Mostra que propõe reflexão sobre corpo, território e ancestralidade inaugura dia 12 de setembro com obras de 68 artistas contemporâneos brasileiros
Integrando a programação da Semana de Arte do Rio, a exposição coletiva “CORPO: onde a memória e os processos se inscrevem” reúne 68 artistas de diferentes trajetórias e pesquisas em uma mostra dedicada às múltiplas dimensões do corpo na arte contemporânea. A exposição que inaugura dia 12 de setembro, no Centro Cultural Memorial Getúlio Vargas, atravessa linguagens como pintura, fotografia, escultura, gravura, desenho e objeto para refletir sobre o corpo como território de memória, experiência, pertencimento e transformação.
Com uma abordagem que ultrapassa a dimensão física, a curadoria da mostra é assinada por Amanda Leite e Claudia Linhares. A exposição apresenta o corpo como um espaço simbólico no qual se acumulam histórias, afetos, ancestralidades, identidades e experiências individuais e coletivas. As obras estabelecem diálogos entre diferentes poéticas e propõem ao público uma leitura ampliada sobre os processos que constituem a experiência humana.
Para a curadora Amanda Leite, a exposição parte da ideia do corpo como um arquivo vivo, capaz de reunir diferentes camadas de tempo e experiência. “Mais do que um suporte biológico, o corpo é aqui compreendido como arquivo vivo. Nele se acumulam camadas de tempo, experiências coletivas e individuais, gestos herdados, memórias afetivas, saberes ancestrais e transformações contínuas. Cada obra apresentada revela uma inscrição: um vestígio, uma cicatriz, um rito, uma lembrança, uma ausência ou uma possibilidade. São processos que tornam visível aquilo que, muitas vezes, permanece invisível — aquilo que nos constitui”, afirma.
A proposta curatorial também estabelece uma relação direta entre corpo e território, compreendendo os lugares habitados como espaços que atravessam a experiência e participam da construção da memória, da identidade e do pertencimento. Nesse contexto, a ancestralidade surge como uma força viva, capaz de conectar diferentes tempos e colocar em diálogo heranças culturais, experiências coletivas e novas possibilidades de existência.
Ao reunir artistas de diferentes gerações e percursos, “CORPO” constrói uma cartografia sensível da diversidade de perspectivas sobre o contemporâneo. A exposição não busca estabelecer uma narrativa única, mas valorizar a multiplicidade de experiências e evidenciar como cada linguagem artística pode ampliar a compreensão sobre as marcas, os processos e as histórias que constituem o indivíduo e a coletividade.
A também curadora Claudia Linhares destaca a dimensão de encontro e reflexão proposta pela mostra, especialmente em torno das relações entre tempo, memória e transformação. “Esta exposição convida o público a compreender que o corpo é simultaneamente origem e destino, presença e vestígio, memória e acontecimento. Um lugar onde a história continua sendo escrita, onde os processos permanecem em curso e onde a arte encontra sua capacidade mais profunda: tornar visíveis as marcas do tempo e abrir espaço para imaginar outros futuros”, reforça.
Mais do que reunir um conjunto de obras, “CORPO: onde a memória e os processos se inscrevem” propõe ao visitante um percurso de aproximação com as narrativas individuais e coletivas inscritas no corpo e na memória. A mostra tem entrada gratuita e marca a presença da Tempo Tem Alma na Semana de Arte do Rio. A exposição fica em cartaz até 01 de novembro de 2026.
Exposição “CORPO: onde a memória e os processos se inscrevem”
Local: Centro Cultural Memorial Getúlio Vargas – subsolo
Abertura: 12 de setembro de 2026 às 14 horas
Visitação: 13 de setembro a 01 de novembro de 2026
Endereço: Praça Luís de Camões, Glória – Rio de Janeiro
Funcionamento: visitação de quarta à domingo, das 10h às 15h
Entrada gratuita

