Planejamento especial de segurança do Governo do Estado reduz em 15,5% o número de ocorrências nos quatro primeiros dias do Rock in Rio em relação a 2024
O primeiro balanço de segurança dos quatro primeiros dias de realização do Rock in Rio aponta uma redução de 15,5% no número de registros de ocorrências – nenhuma delas de maior gravidade – em comparação com o mesmo período do festival em 2024. Este ano também marcou a primeira atuação do Núcleo de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio (Nupatri) da Polícia Civil em um grande evento, com agentes à paisana atuando entre o público para identificar e prender criminosos, principalmente envolvidos em furtos e receptações de celulares.
Os dados consolidados até o momento pela Polícia Civil apontam 604 registros em 2026, contra 715 em 2024, uma redução de 111 procedimentos. A queda também foi observada nos números relacionados a furtos em geral: 12,8% a menos. Nos casos envolvendo apenas furto de telefone celular, houve redução de 4,3% na comparação entre as duas edições.
Os registros foram concentrados dentro da Cidade do Rock, cuja segurança é de responsabilidade dos organizadores, por se tratar de um evento privado. Em 2026, 93,7% dos procedimentos ocorreram na área interna do festival, enquanto apenas 6,3% foram registrados fora da Cidade do Rock. Em 2024, os registros na área externa representavam 12,2% do total, uma redução de 5,9 pontos percentuais na participação em 2026.
Combate à cadeia de furtos e receptação de celulares
Criado para reforçar a atuação da Polícia Civil em eventos de grande concentração de público, o Núcleo de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio (Nupatri) emprega policiais civis à paisana, que permanecem entre os frequentadores para identificar criminosos e agir de forma estratégica contra furtos e outros crimes patrimoniais. A atuação do núcleo teve como um dos primeiros grandes desafios o Rock in Rio 2026, onde os agentes participaram de ações que resultaram na prisão de envolvidos em uma cadeia de furtos e receptação de celulares.
Em uma das ações, um trabalho integrado entre as polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro e a Polícia Militar de São Paulo resultou na prisão de um homem de nacionalidade colombiana apontado como integrante de uma quadrilha especializada em furtos de celulares em grandes eventos. A partir de informações levantadas pela 18ª DP (Praça da Bandeira) e pela Coordenadoria de Operações com Aeronaves Não Tripuladas (COANT), foi possível identificar o suspeito e monitorar seu deslocamento para São Paulo. Com ele, foram encontrados seis celulares furtados durante o Rock in Rio, posteriormente reconhecidos pelas vítimas.
Em outra frente de atuação, policiais da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), em conjunto com o Nupatri, prenderam dois homens de nacionalidade mexicana que estavam com celulares furtados durante o Rock in Rio e atuavam na comercialização dos aparelhos. A dupla foi localizada em um estabelecimento hoteleiro na região central do Rio de Janeiro.
Todos os aparelhos recuperados serão periciados e posteriormente devolvidos aos proprietários. As investigações seguem para identificar toda a cadeia criminosa.
Drone não autorizado foi identificado e apreendido pelas forças de segurança
Em uma ação coordenada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública, a equipe responsável pelo monitoramento do espaço aéreo do Rock in Rio identificou, no segundo dia do festival (05/09), um drone sobrevoando sem autorização a área restrita do evento. A informação foi imediatamente repassada ao Centro Integrado de Comando e Controle Móvel, da Polícia Militar, instalado próximo ao BRT Parque Olímpico.
Policiais militares localizaram o piloto, apreenderam o equipamento e conduziram ele e o proprietário do drone à delegacia instalada dentro do evento para o registro da ocorrência. Durante a abordagem, o piloto informou que não possuía autorização de voo pelo sistema de Solicitação de Acesso de Aeronaves Remotamente Pilotadas ao Espaço Aéreo Brasileiro, da Força Aérea Brasileira, nem a documentação exigida para a operação. Além do drone, foram apreendidos um rádio controle, um cartão de memória e o case do equipamento.
Polícia Militar reforça segurança do público com o uso de tecnologia de ponta
A operação especial de segurança para o Rock in Rio mobiliza 4,5 mil policiais militares para garantir a tranquilidade do público desde a chegada ao evento até o retorno para casa. Entre os equipamentos utilizados pelos policiais militares estão câmeras de monitoramento com reconhecimento facial e de placas veiculares, drones com imagens de alta resolução e aeronaves. As imagens registradas são enviadas para o Centro Integrado de Comando e Controle Móvel (CICC-Móvel), estrutura instalada em um caminhão que fica posicionado próximo ao BRT Parque Olímpico.
A PM conta ainda com 177 viaturas, posicionadas em locais estratégicos, além de equipes de policiamento montado e de motopatrulhamento. Oito torres de observação e vigilância foram instaladas no entorno da Cidade do Rock para aumentar o acompanhamento da movimentação e reforçar a segurança.
Seis pontos de bloqueio, montados nas principais vias do entorno da Cidade do Rock, garantem aos policiais o controle do fluxo de veículos e pessoas durante os dias de evento. Para facilitar a chegada e a saída do público, o policiamento também está sendo reforçado nos terminais rodoviários e nos acessos ao local dos shows, com policiais a pé e equipes motorizadas.
O atendimento ao público estrangeiro é realizado por policiais bilíngues, no posto de atendimento ao turista, preparados para prestar orientações e auxílio durante o evento.
Lei Seca fez 895 abordagens a motoristas
Entre os dias 4 a 6 do Rock in Rio, 895 condutores foram abordados em fiscalizações da Operação Lei Seca, sendo que 247 foram encaminhados para o teste quantitativo (etilometro) para medir o nível de ingestão alcoólica. Duas pessoas foram reprovadas apresentando resultado positivo para a presença de álcool até 0,33mg/l.
Com esse resultado, as medidas são administrativas, com aplicação de multa e veículo retido até a remoção por um condutor habilitado e sóbrio. Nas abordagens houve 77 recusas de testes. Neste caso, as medidas aplicadas são as mesmas para resultado administrativo, com multa e retenção do veículo.
Ações no estande do Rock in Rio
Entre sexta e sábado, cerca de 680 pessoas participaram das ativações no estande, participando de testes com o etilômetro (bafômetro) e os circuitos com os óculos que simulam estado de embriaguez.
Bombeiros atuam na prevenção
A primeira semana do Rock in Rio foi marcada pela tranquilidade na atuação do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro. Desde a abertura do evento, as equipes foram acionadas para apenas um incidente leve. Não houve registro de ocorrências de maior gravidade durante os primeiros dias do festival.
A operação começou antes mesmo da abertura dos portões, com vistorias em palcos, brinquedos, saídas de emergência e postos médicos. Durante o evento, os bombeiros permaneceram distribuídos em pontos estratégicos no entorno da Cidade do Rock e integrados à Central de Órgãos Públicos, que coordenou os chamados e a atuação dos órgãos envolvidos na segurança do festival.
Ao todo, 140 bombeiros militares se revezaram, com apoio de ambulâncias, viaturas de salvamento, uma unidade para atendimento a múltiplas vítimas e plataformas mecânicas de 42 metros. Três unidades operacionais também permaneceram em sobreaviso para reforço no atendimento.

