3 de setembro de 2026
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Estudantes da rede municipal brilham na abertura do Festival Internacional de Dança de Cabo Frio

Projeto Escola marcou o primeiro dia do evento no Ginásio Alfredo Barreto, reunindo mais de 300 alunos, participantes de projetos sociais e bailarinos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro

O palco que marcou o início da trajetória do Festival Internacional de Dança de Cabo Frio voltou a receber novos talentos nesta quarta-feira (02), durante a abertura da edição comemorativa pelos 20 anos do evento. No Ginásio Poliesportivo Alfredo Barreto, estudantes da rede municipal de ensino e participantes de projetos sociais protagonizaram o tradicional Projeto Escola, em uma programação que reuniu dança, inclusão, revelação de talentos e a valorização da cultura local.

Em parceria com a Prefeitura, a abertura contou com a participação de 16 unidades da rede municipal de ensino, que levaram ao palco estudantes do Ensino Fundamental com coreografias temáticas de diferentes estilos, passando por hits da atualidade e clássicos do pop ao rock. A programação também reuniu participantes de projetos sociais e equipamentos da Assistência Social, como os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), o Centro Dia e a SEMEI, dentre outras instituições convidadas.

Em seu discurso, o Prefeito Dr. Serginho enalteceu o evento. “Nós perdemos algumas gerações sem acesso à arte, à dança, ao esporte e à cultura por falta de acesso a espaços como esse. Eu fico muito orgulhoso de, como prefeito, ser mais um instrumento para levar arte e cultura para o nosso povo. Incentivar o Festival Internacional de Dança de Cabo Frio não é só engrandecer as gerações daqueles que vivem a arte, mas, sobretudo, é plantar no coração das pessoas a possibilidade da esperança de dias melhores. São aproximadamente 1.500 pessoas inscritas no Festival, que vêm de fora da cidade para aqui se hospedar, consumir e fazer girar a economia da nossa cidade. Parabéns a todos os envolvidos no evento, que traz divisas para a nossa cidade, e a cada criança da nossa Secretaria de Educação e dos projetos de ação social da cidade. Um excelente Festival a todos”, disse.

A programação também reforçou a importância da inclusão, com a participação dos estudantes da Escola M. Prof. Renato Azevedo, com síndrome de Down e autismo, e de estudantes surdos da Escola M. Arlete Rosa Castanho, sob a orientação do professor de dança Alan Lobato,  que há mais de 20 anos trabalha com pessoas com deficiência. Para ele, a experiência representou a oportunidade de fortalecer a autonomia, a autoestima e o protagonismo dos alunos. “A participação no festival de dança foi uma grande vitrine para mostrar à sociedade que, sim, eles são capazes”, destacou.

Homenagens marcaram o primeiro dia do Festival

O evento também foi marcado pela celebração de personalidades que ajudaram a fomentar a arte e consolidar a história do Festival ao longo dos anos. Entre as homenagens, a memória de Aline Rabelo Rangel Azevedo, primeira dama do município, e Glayson Mendes, bailarino do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e um dos profissionais integrantes da banca julgadora do Projeto Escola. Glayson foi descoberto no projeto, durante uma edição anterior do Festival, e retornou anos depois ao mesmo palco já como profissional.

Para a idealizadora e realizadora do festival, Márcia Sampaio, histórias como a de Glayson ajudam a explicar a importância do Projeto Escola na trajetória do evento. “O Projeto Escola é uma das partes mais emocionantes do festival. Para muitas crianças e jovens, é o primeiro contato com um evento de dança dessa dimensão. Eles não estão apenas na plateia: estão no palco, sendo vistos, incentivados e aplaudidos. É uma felicidade enorme ver essas crianças vivendo essa experiência. Agradeço à Prefeitura de Cabo Frio e a todas as pessoas que acreditam no Festival, aos nossos parceiros que nos apoiam e a todos aqueles que entendem que investir na cultura e na arte é investir no futuro”, disse.

Ao final das apresentações, receberam troféus as escolas Profª. Catharina da Silveira Cordeiro, José Bonifácio Ferreira Novellino, Profª. Patrícia Azevedo de Almeida, Angelim e Palmira Bessa. Alunos das escolas Angelim e Palmira Bessa também foram premiados com bolsas de estudo em dança, ampliando as possibilidades de continuidade na formação artística.

Estudantes municipais dividiram o palco com bailarinos consagrados

A abertura do festival teve ainda o espetáculo especial “Bodas de Aurora”, trecho final do clássico A Bela Adormecida, de Tchaikovski, apresentado por bailarinos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A montagem retrata a celebração do casamento da Princesa Aurora e do Príncipe Desiré e reúne personagens tradicionais dos contos de fadas, como a Fada Lilás, o Pássaro Azul, o Gato de Botas e Chapeuzinho Vermelho.

Entre os estudantes que participaram da abertura esteve Maya Caldara, de 12 anos, aluna da Escola Municipal Profª. Amena Mayall, que pratagonizou uma apresentação solo inspirada no universo K-pop. A estudante chegou ao festival após participar do Show de Talentos da escola, no qual conquistou o segundo lugar geral e o primeiro lugar na categoria dança. Para a mãe, Patrícia Caldara, a oportunidade de ver a filha se apresentar no festival representa um momento especial na trajetória artística da adolescente.

“É muita emoção ver minha filha, com 12 anos, representando a escola em um palco desse porte. Eu acompanho o festival há bastante tempo e reconheço o quanto uma iniciativa como essa é fundamental para incentivar a dança na cidade. É muito gratificante ver os alunos das escolas tendo a oportunidade de dividir esse espaço com bailarinos consagrados. Para ela, sem dúvida, é uma experiência que vai fazer parte da história e da formação dela como artista”, contou.

Além das escolas municipais, o palco recebeu apresentações do Projeto Dançar É Viver, Projeto Conviver e Aprender, Grêmio Recreativo e Esportivo Samburá, Projeto Dançar – Liber’Arte Casa de Danças, Projeto Social Recriando Sorrisos, Ballet Social Rafaella Furtado e Caravana APAE Cabo Frio.

Os equipamentos da Assistência Social também tiveram participação expressiva. Os CRAS Jardim Esperança, Rosa Brandão, Central, Jacaré, Monte Alegre, Tereza Franciscone e Praia do Siqueira levaram ao palco coreografias com os usuários dos serviços. As apresentações reforçaram a proposta do Projeto Escola de descobrir talentos, promover inclusão social e formar novas plateias, aproximando o público de diferentes faixas etárias da dança e proporcionando aos participantes a experiência de ocupar um palco de grande porte.

“São 20 anos de muita história e de muitas oportunidades. Quando começamos, nosso desejo era fazer com que os bailarinos da região tivessem acesso a grandes profissionais sem precisar sair daqui. Hoje, ver escolas, projetos sociais, crianças, jovens, adultos e idosos ocupando esse palco e celebrando a dança conosco mostra que esse sonho continua vivo”, afirmou Márcia.

Festival segue até segunda-feira (07)

O 20º Festival Internacional de Dança de Cabo Frio segue até segunda-feira (07), com a Mostra Competitiva. A programação reúne cerca de 800 coreografias, além de masterclasses, sessões de coaching e atividades de aperfeiçoamento técnico com profissionais de destaque da dança.

A edição de 2026 também distribuirá R$ 20 mil em premiações, além de troféus e medalhas. A entrada é solidária, mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível. O Ginásio Poliesportivo Alfredo Barreto fica localizado na Avenida Henrique Terra, s/n, no bairro Portinho.

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