27 de agosto de 2026
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Profissionais da Educação de Cabo Frio participam de formação sobre manejo de crises no ambiente escolar

Reconhecer os sinais de uma situação de crise, saber como agir e, principalmente, compreender quando e como intervir. Esses foram alguns dos pontos centrais trabalhados durante a formação “Manejo da crise e intervenção física no ambiente escolar”, realizada nesta terça-feira (25), na Escola M. Prof. Renato Azevedo, unidade especializada da rede.

Promovida pela Prefeitura de Cabo Frio, a capacitação reuniu profissionais para um momento de orientação, troca de experiências e construção de estratégias para lidar com os alunos em situações que podem envolver sofrimento psíquico, agitação ou desorganização comportamental.

A formação foi conduzida pelo enfermeiro Lucas de Oliveira, especialista em Enfermagem em Saúde Mental e responsável técnico do Núcleo de Saúde Mental do município, e pelo psicólogo Aleksander Henrique Félix, que atua na área de Saúde Mental e Atenção Psicossocial, com experiência no acompanhamento de situações de crise e na construção de estratégias de cuidado.

A capacitação priorizou orientações relacionadas ao acolhimento, comunicação, redução de estímulos, proteção e acionamento da rede de apoio, colaborando para um melhor manejo de episódios de crise e situações similares. A contenção física também foi discutida de maneira crítica e responsável, sendo apresentada como medida excepcional, indicada somente diante de risco significativo e imediato à integridade física do estudante ou de terceiros, sempre considerando princípios éticos, legais e de proteção integral.

Segundo Lucas, a aproximação entre as áreas de Saúde e Educação é fundamental para qualificar a atuação dos profissionais diante dessas situações.

“Nosso objetivo foi trazer informações e estratégias que possam ajudar os profissionais a reconhecer e manejar situações de crise com mais segurança, calma e acolhimento. Mais do que falar sobre intervenção, buscamos reforçar a importância da prevenção, do cuidado e do respeito ao estudante. Essa aproximação entre Saúde e Educação é fundamental para construirmos juntos um ambiente escolar mais preparado e acolhedor”, destacou o enfermeiro.

“É muito importante esse diálogo entre a educação e a rede de Saúde Mental do município. Pensar em uma intervenção adequada à crise é pensar em uma nova forma de cuidado que  considere as limitações e contextos  em que o sujeito está e proporciona uma nova forma de escuta e vínculo entre alunos e equipe pedagógica. O cuidado ampliado e  pensado de forma coletiva entre os diferentes setores é o caminho pra um ambiente escolar cada vez mais acolhedor e capacitado”, complementou o psicólogo Aleksander Henrique.

O encontro foi uma iniciativa das Supervisões de Educação Inclusiva e Acessibilidade e de Formação Continuada da Secretaria Municipal de Educação em parceria com a Superintendência Educacional de Saúde, a Coordenadoria de Saúde Mental e o Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil (CAPSi).

De acordo com a supervisora de Educação Inclusiva e Acessibilidade, Juliana Veiga, a formação integra uma política de fortalecimento das práticas inclusivas e de uma cultura escolar baseada em prevenção, respeito e cuidado. “Uma escola inclusiva precisa estar preparada para acolher diferentes necessidades e situações, sempre colocando a proteção, a dignidade e os direitos dos estudantes em primeiro lugar. Essa formação amplia o conhecimento dos nossos profissionais e fortalece a atuação conjunta entre Educação, Saúde e a rede de proteção, contribuindo para que as situações de crise sejam tratadas com mais segurança e responsabilidade”, destacou.

A capacitação também está alinhada às ações fomentadas pela Secretaria Municipal de Educação este ano em torno do Dia Municipal da Educação Especial, instituído pela Lei Municipal nº 4.784/2026.

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