14 de agosto de 2026
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Brasil contra o crime: prisões no Espírito Santo recebem drone e kits de rastreamento

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), realizou, nesta quinta-feira (13), a entrega oficial e a demonstração de funcionamento de um drone de última geração destinado ao reforço da segurança nas unidades prisionais do Espírito Santo. A agenda aconteceu no Complexo Penitenciário Rodrigo Figueiredo da Rosa, em Viana (ES).

A demonstração ocorreu durante agenda que também contou com o acompanhamento da Operação MUTE. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, e o Secretário Nacional de Políticas Penais, André Garcia, acompanharam as atividades e conheceram as possibilidades de utilização do equipamento nas ações de vigilância, monitoramento e segurança dos estabelecimentos prisionais.

Drone reforça monitoramento e segurança

Avaliado em aproximadamente R$ 146 mil, o equipamento conta com câmera grande angular, zoom óptico híbrido de até 34 vezes e zoom máximo de até 400 vezes, câmera termal, telêmetro a laser e iluminador infravermelho.

Os recursos ampliam a capacidade de atuação em operações diurnas e noturnas e permitem o monitoramento de diferentes áreas dos estabelecimentos prisionais. A aeronave também possui autonomia de voo de quase uma hora, sistemas avançados de detecção de obstáculos, comunicação de longo alcance e recursos de inteligência artificial que auxiliam no reconhecimento de alvos e na automatização de missões.

Durante a programação, também foi realizada uma demonstração do kit de varredura destinado ao Espírito Santo. O equipamento, com valor aproximado de R$ 578 mil, tem previsão de entrega ao estado até setembro. O kit será utilizado em inspeções e ações de contrainteligência, auxiliando as equipes na identificação e localização de dispositivos e materiais ocultos em ambientes prisionais.

As duas tecnologias vão beneficiar as sete unidades prisionais que integram o complexo, ampliando a capacidade de vigilância, fiscalização e identificação de ilícitos.

Espírito Santo recebe Operação MUTE

A agenda no Complexo Penitenciário Rodrigo Figueiredo da Rosa também incluiu o acompanhamento da Operação MUTE, realizada nesta quinta-feira em unidades de Viana. A ação mobilizou 105 policiais penais e contou com a revista de 102 celas, com foco na localização e retirada de celulares e outros materiais ilícitos do ambiente prisional. Segundo os resultados apresentados durante a agenda, não foram encontrados aparelhos celulares nas unidades prisionais do Espírito Santo.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, destacou o resultado da operação no Espírito Santo:

“O Espírito Santo apresenta um resultado muito importante: não encontramos celulares nas unidades prisionais do estado. Isso mostra que o trabalho de prevenção, fiscalização e combate à entrada desses aparelhos está produzindo resultados concretos. Infelizmente, essa ainda não é a realidade de todos os estados brasileiros”, destacou.

O ministro também ressaltou a importância do uso de tecnologias para o fortalecimento da fiscalização nas unidades prisionais.

“Estamos fortalecendo o sistema prisional com tecnologia, equipamentos e integração com os estados. Drones, scanners e ferramentas de identificação ampliam a capacidade de fiscalização e ajudam a combater a comunicação do crime organizado de dentro dos presídios. É um trabalho que precisa ser permanente e cada vez mais eficiente”, concluiu o ministro.

O secretário de Estado da Justiça do Espírito Santo, Nelson Merçon , destacou que, desde 2023, quando a Operação MUTE começou a ser realizada no estado, nenhum aparelho eletrônico foi localizado nas unidades prisionais.

“A Operação MUTE realizada hoje reforça uma realidade que já vem sendo construída no sistema prisional capixaba: não foi encontrado nenhum aparelho celular nas unidades revistadas. Isso demonstra o trabalho permanente das nossas equipes, com inspeções, revistas e monitoramento constante”, ressaltou.

Em âmbito nacional, sete edições da operação foram realizadas entre 12 de maio e 3 de julho, com mobilização de 2.700 policiais penais, atuação em 24 unidades prisionais, revista de 1.297 celas e apreensão de 817 aparelhos celulares.

138 presídios de segurança máxima

As ações integram a estratégia de modernização tecnológica de 138 unidades prisionais estratégicas, distribuídas em todas as regiões do país. A iniciativa prevê investimentos em equipamentos, viaturas e soluções tecnológicas voltadas ao fortalecimento da fiscalização, do controle de acesso e da capacidade operacional das polícias penais.

Dessas 138 unidades selecionadas nacionalmente, 38 estão localizadas na região Sudeste; 45 no Nordeste; 23 no Norte; 17 no Sul; e 15 no Centro-Oeste. A seleção considera análises técnicas e critérios de inteligência penal relacionados à relevância dos estabelecimentos para o fortalecimento da segurança penitenciária.

Desde maio de 2026, a estratégia reúne ações de inteligência e operações, modernização tecnológica e capacitação de profissionais do sistema prisional.

No eixo de modernização, já foram destinados 35 equipamentos de raio X aos estados do Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco, Maranhão, Tocantins, Goiás e Mato Grosso, além dos drones destinados às unidades federativas.

No eixo de capacitação, 2.871 servidores de 17 unidades da federação estão cursando três capacitações a distância da Escola Nacional de Serviços Penais (ESPEN), com carga horária total de 80 horas. Também estão abertas inscrições para servidores de outras dez unidades federativas.

O secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, destacou que a atuação no Espírito Santo integra a estratégia nacional que combina operações de segurança, inteligência penal, tecnologia e qualificação dos profissionais.

“Estamos fortalecendo a capacidade de atuação dos estados a partir de informações de inteligência penal e de investimentos direcionados às unidades consideradas estratégicas para o enfrentamento ao crime organizado. A Operação MUTE, aliada à modernização tecnológica, amplia as condições de trabalho dos policiais penais, fortalece o controle das unidades prisionais e contribui para impedir que o ambiente prisional seja utilizado para a articulação de atividades criminosas”, afirmou.

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