BNDES apresenta lucro de R$ 9,2 bilhões no 1º semestre
Resultado financeiro e desempenho operacional de abril, maio e junho foram apresentados pela instituição nesta quarta-feira (12)
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta quarta-feira (12) um lucro de R$ 9,2 bilhões registrado no 1º semestre de 2026.
Nos últimos 12 meses, o lucro recorrente chegou a R$ 17,1 bilhões, o maior da história do banco.
O BNDES também atingiu recordes em ativos totais e patrimônio líquido. Os ativos chegaram a R$ 1,058 trilhão em 30 de junho, enquanto o patrimônio líquido alcançou R$ 180,5 bilhões.
A apresentação do resultado financeiro e o desempenho operacional dos meses de abril, maio e unho, foram apresentados em coletiva de imprensa, no escritório da instituição, em São Paulo (SP).
Participaram o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, os diretores Financeiro e de Mercado de Capitais, Alexandre Abreu, e de Planejamento e Relações Institucionais, Nelson Barbosa, além de outros membros da diretoria.
Aprovações e desembolsos
As aprovações de crédito somaram R$ 110,6 bilhões no primeiro semestre, crescimento de 52% na comparação anual. O maior avanço ocorreu no crédito para infraestrutura, que aumentou 91%, para R$ 46 bilhões.
As aprovações para o setor agropecuário chegaram a R$ 24,8 bilhões, alta de 46%. Para comércio e serviços, foram R$ 17,3 bilhões, aumento de 27%. Já a indústria recebeu R$ 22,5 bilhões em aprovações, crescimento de 24%.
Os desembolsos alcançaram R$ 74,8 bilhões, alta de 37% em relação ao primeiro semestre de 2025. As consultas somaram R$ 237,7 bilhões, aumento de 72%.
O apoio a micro, pequenas e médias empresas chegou a R$ 108,2 bilhões, maior valor para um primeiro semestre, segundo o banco. O montante representa crescimento de 22% em relação aos R$ 88,8 bilhões registrados no mesmo período de 2025.
Carteira de crédito
A carteira de crédito expandida, que inclui financiamentos, repasses, debêntures e outros ativos de concessão de crédito, alcançou R$ 684 bilhões em junho. O valor é 3,1% superior ao registrado em dezembro de 2025 e o maior desde o primeiro semestre de 2016.
A carteira de participações societárias somou R$ 85,4 bilhões. Segundo o BNDES, os investimentos acumulam rendimento de R$ 57,4 bilhões desde 2023, considerando valorização e dividendos e descontadas compras e vendas.
Entre as principais empresas investidas estão Petrobras, JBS, Eletrobras e Copel.
Lucro líquido
Considerando ganhos com alienações de empresas não coligadas registrados diretamente em lucros acumulados, o lucro líquido do BNDES foi de R$ 14,9 bilhões no primeiro semestre, alta de 12% em relação ao mesmo período de 2025.
Entre os efeitos não recorrentes estão R$ 1,6 bilhão em dividendos e juros sobre capital próprio recebidos de Petrobras e JBS e R$ 3,9 bilhões em resultados com vendas de ações, incluindo R$ 2,8 bilhões em operações com Petrobras e R$ 0,8 bilhão com Copel.
Fontes de recursos
O Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) continuou como principal fonte de recursos do BNDES. O saldo chegou a R$ 504,9 bilhões em junho, equivalente a 49,5% dos passivos onerosos da instituição.
A dívida com o Tesouro Nacional ficou em R$ 35,2 bilhões, queda de 3,1% no semestre.
O banco também captou R$ 3 bilhões por meio da emissão de Letras de Crédito do Desenvolvimento (LCDs). As captações internas totalizaram R$ 31,4 bilhões, enquanto as externas chegaram a R$ 44,4 bilhões.
Inadimplência e capital
A inadimplência do BNDES em operações com atraso superior a 90 dias ficou em 0,05% em junho. O índice é inferior ao registrado pelo Sistema Financeiro Nacional, de 4,68%, e ao das grandes empresas, de 0,66%.
O Índice de Basileia do banco passou de 25,2% em dezembro de 2025 para 25,4% em junho de 2026. O indicador ficou acima do mínimo regulatório de 10,5% exigido pelo Banco Central.

