21 de julho de 2026
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PF inicia esquema especial para proteger candidatos à Presidência nas eleições de 2026

Operação começa nesta segunda-feira com mais de 600 agentes capacitados, avaliação de risco individual e previsão de gasto de R$ 95 milhões para garantir a segurança dos presidenciáveis

A Polícia Federal (PF) inicia nesta segunda-feira (20) a operação especial de segurança destinada aos candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. De acordo com a CNN Brasil, o serviço será disponibilizado aos postulantes que tiverem suas candidaturas homologadas nas convenções partidárias e solicitarem formalmente o apoio da corporação.

A estrutura faz parte do planejamento nacional de segurança para o período eleitoral e será coordenada pela Diretoria de Proteção à Pessoa da PF, responsável pela proteção de autoridades e personalidades em situações de risco.

Entre os pré-candidatos que já confirmaram a intenção de utilizar o serviço estão Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), que informaram à CNN que pretendem solicitar o esquema de proteção oferecido pela Polícia Federal.

Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputará a reeleição, contará com um modelo de segurança compartilhado entre a Polícia Federal e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), mantendo a integração entre os dois órgãos durante toda a campanha.

No caso do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a estratégia será diferente. Segundo informou sua assessoria à CNN, o parlamentar optou por manter a equipe que já realiza sua proteção institucional.

A assessoria do pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) informou que, por preferência pessoal e pela prerrogativa de exercer o cargo de senador, optou por manter a mesma equipe da Polícia Legislativa do Senado que já o acompanha. Dessa forma, os serviços da PF serão dispensados.

Mais de 600 profissionais foram preparados para a operação

Para garantir a segurança dos presidenciáveis durante a campanha, a Polícia Federal promoveu um amplo processo de capacitação de seus servidores nos últimos dois anos.

Segundo a corporação, mais de 600 delegados, agentes e escrivães especializados em proteção de autoridades receberam treinamento entre 2025 e 2026. Desse contingente, até 458 policiais poderão ser mobilizados para atuar diretamente nas campanhas eleitorais.

As equipes serão compostas por profissionais especializados em segurança aproximada, inteligência, planejamento operacional e gerenciamento de crises, acompanhando os candidatos em deslocamentos, eventos públicos, viagens e agendas oficiais durante o período eleitoral.

Avaliação de risco define nível de proteção

Antes do início da operação, a Polícia Federal realizou uma análise técnica para mensurar o grau de ameaça enfrentado por cada pré-candidato.

O estudo classificou os presidenciáveis em quatro categorias de risco:

• muito alto;

• alto;

• moderado;

• baixo.

A classificação servirá de base para dimensionar o efetivo empregado, os equipamentos utilizados e o planejamento operacional destinado a cada candidatura.

Apesar das diferenças nos níveis de risco, a Polícia Federal afirma que todas as decisões seguirão critérios exclusivamente técnicos, garantindo tratamento igualitário aos candidatos.

Investimento previsto chega a R$ 95 milhões

A estrutura montada para proteger os candidatos à Presidência representa um dos maiores esquemas de segurança eleitoral já organizados pela Polícia Federal.

A estimativa da corporação é investir aproximadamente R$ 95 milhões para atender até dez candidaturas ao Palácio do Planalto durante as eleições de 2026.

Os recursos serão destinados à mobilização de efetivos, logística, deslocamentos, diárias, serviços especializados e aquisição de equipamentos destinados à proteção das equipes e dos candidatos.

Entre os itens previstos estão:

• veículos blindados;

• coletes balísticos de alto desempenho;

• sistemas de detecção e neutralização de drones;

• kits para prevenção e resposta a ameaças envolvendo explosivos.

Segundo a Polícia Federal, a distribuição desses recursos obedecerá às necessidades operacionais identificadas pelas equipes técnicas, sem distinção de natureza política.

Centro de comando acompanhará campanhas em tempo real

Toda a operação será monitorada a partir da Sala Nacional de Comando e Controle, instalada em Brasília.

O centro será responsável por acompanhar, em tempo real, os deslocamentos das equipes, monitorar as agendas dos candidatos, coordenar informações de inteligência e prestar apoio logístico sempre que necessário.

A proposta é permitir respostas rápidas diante de qualquer situação que represente risco à integridade dos presidenciáveis ou das equipes de segurança.

Integração com estados e municípios

Além da atuação da Polícia Federal, o planejamento prevê integração permanente com as forças de segurança estaduais e municipais.

O objetivo é facilitar a coordenação das operações em cada localidade, compartilhar informações de inteligência e garantir que a proteção dos candidatos ocorra com o menor impacto possível sobre a rotina das campanhas eleitorais e da população.

Com o início das convenções partidárias e a oficialização das candidaturas nas próximas semanas, a tendência é que o esquema de segurança seja ampliado gradualmente, acompanhando o aumento das agendas públicas, viagens e eventos políticos em todo o país.