29 de junho de 2026
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Roda de conversa em Suruí vai preparar moradores para chegada da coleta seletiva comunitária

 

Jovens da comunidade são capacitados para realizar a coleta porta a porta e atuar na proteção dos manguezais da Baía de Guanabara


Em breve, moradores de Suruí, distrito de Magé, poderão dar uma destinação melhor aos seus resíduos sólidos. Um grupo de jovens da região está sendo capacitado pelo projeto Andadas Ecológicas — uma iniciativa da ONG Guardiões do Mar, em parceria com a Petrobras — para atuar na coleta seletiva porta a porta. Com o objetivo de preparar a comunidade para a novidade, o projeto realizará, no dia 16 de julho, às 14h, no bairro da Matinha, uma roda de conversa sobre o assunto. A proposta do encontro é sensibilizar os participantes quanto à separação adequada dos resíduos e informar como funcionará a ação.

A roda de conversa faz parte do programa de educação ambiental desenvolvido para a comunidade, com foco na sensibilização sobre a importância da conservação dos manguezais e na adoção de práticas sustentáveis, como o consumo consciente e o descarte correto de resíduos. O programa é pautado nas premissas da Cultura Oceânica, alinhado à Década da Ciência Oceânica (2021-2030).

Por ser uma localidade com área extensa e coleta de lixo domiciliar regular deficiente, muitos resíduos acabam indo parar no Rio Suruí e manguezais da Baía de Guanabara.

Nosso principal objetivo é sensibilizar os ribeirinhos sobre a importância de não jogarem seus materiais, recicláveis ou não, no rio, já que a maioria das casas fica na encosta do Rio Suruí. Informaremos como será realizada a nossa coleta seletiva, o que é reciclável e o que não é, os tipos de materiais que coletamos e o que deve ser descartado na coleta domiciliar urbana”, explica a articuladora socioambiental do projeto, Rosilene Baranda.

“O projeto Andadas Ecológicas foi concebido para unir conservação ambiental e desenvolvimento comunitário. A implantação da coleta seletiva comunitária em Suruí representa um passo importante nessa direção, pois envolve diretamente os moradores na gestão dos resíduos e contribui para reduzir a quantidade de lixo que chega aos rios e manguezais da região”, define Roberta Guagliardi, coordenadora-geral do projeto.

Os jovens formados pelo projeto atuarão como agentes ambientais comunitários na coleta porta a porta e na gestão dos Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) que serão instalados na localidade. Os resíduos adquiridos serão levados para um centro de triagem, onde a equipe de gestão de resíduos e o agente comunitário de reciclagem irão processar o material para venda ao mercado.

Com triciclos adaptados para a coleta domiciliar, os jovens conseguirão alcançar, inclusive, residências em ruas estreitas onde o caminhão da coleta municipal não chega, proporcionando comodidade para os moradores que aderirem ao programa.

A roda de conversa contará ainda com a participação dos adolescentes do ecoclube do projeto, que atuam em atividades como mutirões de limpeza de praias, eventos externos e ações educativas nas comunidades.

Essa iniciativa também tem o apoio da Associação de Caranguejeiros e Amigos dos Mangue de Magé (ACAMM).

 

Roda de conversa sobre coleta seletiva
Data: 16 de julho de 2026
Horário: 14h
Local: Rua dos Ferreiros, 33, Matinha – Suruí /Magé
Entrada: gratuita


Sobre o Andadas Ecológicas

A ONG Guardiões do Mar desenvolve projetos socioambientais que se tornaram referência no combate ao lixo nos manguezais. Em 2026, a instituição ampliou sua atuação com o projeto Andadas Ecológicas, que tem como proposta enfrentar o avanço dos resíduos sólidos na Baía de Guanabara, tendo os povos tradicionais como aliados e agentes fundamentais na busca por soluções.

Para atingir esse propósito, a iniciativa, em parceria com a Petrobras, está atuando em diversas frentes, como a limpeza de manguezais, a formação de ecoclubes, o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e a utilização de uma tecnologia social inédita: a Moeda Azul – Mangal.

Ao longo de 26 meses, o projeto, que é composto por dois eixos principais — Conservação Ambiental e Educação Ambiental — envolverá escolas, espaços comunitários e moradores das margens do Rio Suruí, em Magé. A iniciativa beneficiará diretamente pescadores artesanais, catadores de caranguejo, adolescentes e crianças da comunidade de Suruí e adjacências, no recôncavo da Baía de Guanabara.

Idealizado em atendimento à condicionante da Licença de Instalação do Sistema Dutoviário do Complexo de Energias Boaventura, o projeto Andadas Ecológicas foi construído a partir de uma escuta ativa das lideranças locais e se apoia nos 28 anos de atuação da ONG Guardiões do Mar na Baía de Guanabara.

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