Operação mira esquema de aliciamento de adolescente e divulgação de pornografia infantil
Agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), em ação conjunta com a Polícia Civil do Paraná, realizaram, nesta quinta-feira (18), a Operação Submissão contra criminosos que manipularam uma adolescente e a obrigaram a realizar automutilação e a enviar vídeos íntimos. Um dos alvos é Riquelme da Silva de Souza, 21 anos, preso no Jardim Redentor, em Belford Roxo, Baixada Fluminense.
As investigações tiveram início após a mãe da vítima comparecer à delegacia e denunciar o caso. De acordo com o apurado, os bandidos usavam a internet para entrar em contato com a adolescente e submetê-la a constantes práticas de manipulação emocional e sexual, exigindo, por meio de ameaças, que ela se sujeitasse a situações humilhantes e enviasse imagens de cunho sexual.
Ainda segundo os agentes, os criminosos usavam perfis em redes sociais e aplicativos de mensagens para atrair a vítima, induzindo ela a realizar a automutilação e compartilhamento de imagens íntimas.
De acordo com a delegada Camila Pegorim, o crime era cometido por pelo menos dois suspeitos. Um deles é Riquelme, acusado de cometer estupro e produção e armazenamento de pornográfico infantil, enquanto o outro seria morador do Paraná.
“Eles agiam em pelo menos dois, cooptavam as vítimas, menores de idade, nas redes sociais e, através de engenharia social, acabavam fazendo com que fossem praticados contra elas estupros em ambiente virtual, além de muita distribuição de material pornográfico. Eles também incentivavam as vítimas a se automutilar. A vítima do nosso caso de hoje chegou a se cortar e a escrever o nome do autor na própria barriga. É um caso muito grave”, explicou.
Ela explicou que o inquérito começou com uma denúncia e que, a partir das investigações, a polícia vai verificar se surgem outras vítimas.
A delegada ainda aconselhou os pais e responsáveis. “Rede social é um terreno muito fértil e livre. Não temos como controlar 100% o que nossos filhos estão fazendo, mas é muito importante que os pais estejam sempre por perto, observando se há algum comportamento estranho e acompanhando as redes sociais dos filhos”, disse.

