21 de maio de 2026
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Filho denuncia desaparecimento do corpo da mãe de cemitério em São Gonçalo

Polícia Civil investiga o caso

Familiares de Vera Lucia Ribeiro da Silva denunciam que o corpo da idosa, de 68 anos, desapareceu do Cemitério São Miguel, em São Gonçalo, na Região Metropolitana. A Polícia Civil investiga o caso.

Em março de 2025, Alexandre Ribeiro da Silva, de 54 anos, filho da falecida, esteve no cemitério para fazer a exumação do cadáver da mãe, com objetivo de transportar os restos mortais para o jazigo da família, em outro local. No entanto, o procedimento não pôde ser feito porque o corpo que estava na gaveta ainda não havia se decomposto.

“Minha mãe faleceu em 2022. Em 2025, fez três anos. Quando estava próximo da data, a gente procurou o cemitério para marcar a exumação. Fomos com o número da gaveta, consultaram nos livros, confirmaram esse número, compramos caixa para colocar os restos mortais e fomos até a gaveta. Puxaram o caixão e disseram que ainda estava com matéria, que não havia se decomposto. Perguntei se era normal. Falaram que sim, principalmente se a pessoa usou muita medicação. Citei que ela tomava muitos remédios. Me disseram que devia ser por isso e falaram para marcar mais um ano para fazer a exumação”, disse.

Na última sexta-feira (15), quatro anos após o sepultamento, o analista administrativo voltou ao cemitério e descobriu que o corpo que estava no caixão, onde deveria estar o cadáver da mãe, na verdade era de um homem.

“Quando o rapaz botou a mão por dentro do caixão, disse que já havia se decomposto. Ele desceu o caixão, abriu e vimos que era um corpo masculino, de calça jeans e blusa clara. Na arcada dentária, tinha aparelho. Minha mãe não usava aparelho e era espírita. Foi enterrada com um vestido branco. O enterro dela foi feita com os rituais do espiritismo. Ali tinha uma pessoa de calça e de camisa. Não reconheci o corpo”, destacou.

Alexandre relatou que procurou a administração e, segundo ele, os funcionários olharam em livros e identificaram que o número da gaveta correspondia ao local onde Vera foi sepultada. No entanto, não souberam explicar o motivo de outro cadáver ocupar o espaço.

“Ninguém sabia informar. Sumiram com o corpo da minha mãe e não sabemos o que fizeram. A única coisa que queremos é uma resposta sobre onde colocaram o corpo. A impressão que tenho é que tiraram o corpo dela, sumiram e colocaram outro para enterrar. No segundo ano de falecimento, já teria se decomposto e colocaram outro. Sumiram com o corpo da minha mãe”, lamentou.

Em nota, a Prefeitura de São Gonçalo informou que a administração do cemitério já entrou em contato com a família e está averiguando a documentação para esclarecer os fatos.

O caso foi registrado na 72ª DP (São Gonçalo). Questionada, a Polícia Civil ainda não respondeu. O espaço está aberto para manifestação.

Caso semelhante

Em abril de 2025, ocorreu um caso semelhante também no Cemitério São Miguel. Gilbert Tavares da Matta, filho da falecida, publicou nas redes sociais que a mãe foi enterrada sete meses antes no local, mas, depois de abrir o caixão, descobriu que o corpo de outra pessoa estava na sepultura.

Na época, a prefeitura abriu uma sindicância para apurar o desaparecimento, que também foi registrado na 72ª DP.