Show de Shakira eleva expectativa de faturamento para quiosques e ambulantes: ‘A cidade está cheia’
Diva pop se apresenta em Copacabana, na Zona Sul do Rio, neste sábado (3)
A poucos dias do “Todo Mundo no Rio”, os preparativos para as vendas no show gratuito de Shakira, na Praia de Copacabana, Zona Sul, neste sábado (2), já estão a todo vapor! Contratações de mais atendentes, estoque abastecido, banners personalizados, evento temático e espaços exclusivos foram algumas das iniciativas feitas por quiosques e ambulantes. Os investimentos ocorreram devido as expectativas elevadas para o aumento do lucro.
Com o ofício passado pelo próprio pai, que também é dono de uma barraca no mesmo local há mais de quatro décadas, Iuri Santos está animado, ao comentar o aumento de turistas na Cidade Maravilhosa para o show da “Loba”, como a diva pop é chamada pelos fãs. “Acho que [as vendas vão aumentar], porque a cidade está cheia, tem bastante turista. É bom para a economia local e a economia da cidade”, afirma o comerciante, de 40 anos, que recentemente retornou ao Brasil, após morar no Chile.
O vendedor André Luiz de Paula, de 55 anos, espera que a apresentação da cantora faça com que eles recuperem o prejuízo. A diminuição nas vendas ocorreram devido o tempo chuvoso atípico da estação, que afastou a clientela das areias. “Esse ano o verão foi meio fraco, muita chuva. Vamos ver se no show da Shakira nós conseguimos recuperar o que nós não conseguimos no verão”.
Além de trabalhar, o ambulante pretende curtir o show da colombiana, conhecida pelos hits “Waka Waka”, “Whenever, Wherever”, “Estoy Aquí”, “Las Mujeres Ya No Lloran” e mais. “Espero vender muito, muito mesmo. E ao mesmo tempo curtir também o show. Nós trabalhamos, mas ao mesmo tempo nós curtimos o show. Ver, cantar, dançar”.
André Luiz comenta o aprendizado que teve no evento anterior. “Nós temos que nos organizar, porque vende muito no show. Então nós temos que nos organizar para comprar frutas, cerveja, para deixar o estoque preparado. Porque no show da Lady Gaga, quando chegou 1h30 da manhã, não tinha mais bebida em barraca nenhuma”. Para dar conta do recado, a equipe duplicou: “Contrataram mais gente, tinha três trabalhando, agora tem seis”.
Ele, ainda, relembra o movimento e o quanto faturaram nas apresentações de Madonna e Lady Gaga no mesmo palco, respectivamente, em 2024 e 2025. “Trabalhei no show da Madonna, Lady Gaga. [Estava] lotado, tinha muita gente. Não tinha nem lugar para você passar direito. Muita gente. Vendeu muito, foi um lucro bom”, recorda.
Renilson Evangelista, 53 anos, espera que o show aumente a procura dos produtos. “Eu trabalho aqui há 30 anos mais ou menos. […] As vendas estão fracas. Está todo mundo no “gato”. Quer dizer que não vendi nada”, diz o vendedor de chapéus, bonés, óculos e mais acessórios, que complementa: “Mais próximo ao show a gente espera que dê aquela melhorada. Porque o show é em um final de semana. Então, a gente espera que dê uma melhorada”.
O ambulante Jeferson Baiano, de 40 anos, investiu cerca de R$ 1,5 mil e faturou R$ 9,5 mil no show da Gaga. Para a apresentação de Shakira, ele também apostou alto. “Investi cerca de R$ 2 mil e estou na expectativa de tirar pelo menos R$ 6 mil”, afirmou ele. Para isso acontecer, Jeferson apostou no cuidado com o preparo e decorações chamativas.
“Vale a pena também fazer com gelo filtrado. A caipirinha fica boa e a decoração também”. No entanto, ressaltou que esse zelo não é apenas para o show. “Já faço assim no dia a dia”. Ele, ainda, comentou quais sãos os drinks mais pedidos pelos clientes, inclusive estrangeiros. “Vendi mais brasileirinha, que é maracujá com limão. E a clássica caipirinha de limão que os gringos gostam”.
Em seguida, o vendedor fala sobre a importância do evento para a economia. “Melhora o fluxo de vendas, mas também melhora a economia do país. Para o Governo o lucro é melhor do que para nós. Porque aqui é bom, mas se hoje tem 50 vendedores de caipirinha na praia, no show vai aparecer 300. Mesmo assim dá para tirar um lucro”, pondera Jeferson.
Um dos sócios de um quiosque localizado no icônico calçadão de Copacabana, Fabio Carneiro, de 47 anos, também ressalta os benefícios do “Todo Mundo no Rio”, que considera um “investimento”. “A expectativa é a melhor possível. Sempre traz uma arrecadação muito grande, não só para o quiosque, mas também para a cidade. Movimenta muito a economia dos quiosques, dos ambulantes, trabalho formal e informal. A gente consegue também aumentar muito nosso volume de trabalho temporário. […] A expectativa é a melhor possível, como foi igual nos outros anos também”.
“Deu muito retorno mesmo. Eu acho interessante o movimento dessa parte de cultura musical. Tem muitos trabalhadores envolvidos nisso tudo, para montar toda essa estrutura. Muita gente enxerga só como sendo uma contratação de uma pop star, mas não é só isso. Tem muito dinheiro de setor privado envolvido”, complementa o empresário. Assim como outros estabelecimentos, no dia do megashow, o espaço será cercado por grades, com direito a serviço de buffet, seguranças e mais.
Supervisor de outro quiosque na orla, Gabriel Muniz, 30 anos, celebra o aumento da freguesia. “Essa semana foi muito boa. Já foi melhor que a outra semana. […] Tem muito brasileiro de outros lugares do país. Vieram visitar aqui para ver o show dela”, conta ele, que completa: “Acho que vai ser o mesmo fluxo do último, da Lady Gaga. […] Tinha muita gente, a venda foi muito boa. Foi pique carnaval, final de ano, bem cheio mesmo”
Para atrair clientes, o empreendimento preparou um evento especial, chamado “Noite da Loba do Pop”. O espaço exclusivo, também cercado por grades e de frente para telões na areia, terá direito até a DJ. “Teremos um evento especial, mas vamos manter o mesmo cardápio”, falou Gabriel.

