19 de abril de 2026
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Volta Redonda cria mais quatro Áreas de Preservação Ambiental

 

Iniciativa quase dobra o número de Unidades de Conservação Municipais, que passa de cinco para nove

A Prefeitura de Volta Redonda vai ampliar a rede de Unidades de Conservação Municipais com a criação de mais quatro Áreas de Preservação Ambiental (APAs). A definição dos locais aconteceu após identificação de fragmentos de Mata Atlântica, que hoje ocupam 26% do território do município, nos bairros Santa Cruz, Roma, Candelária e Monte Castelo.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Jorginho Fuede, explicou que a equipe da secretaria fez o diagnóstico que apontou as quatro novas áreas de preservação e que a audiência pública, realizada na tarde desta sexta-feira, dia 17, é a última etapa do processo, antes da publicação de decreto criando as novas APAs. “A partir da criação das novas áreas de preservação, será o momento de pensar no manejo desses locais”, afirmou Jorginho, ressaltando que todas são áreas públicas, pertencentes ao município.

Ele reforçou que o principal objetivo com a criação das novas APAs é a preservação do meio ambiente e a proteção das áreas verdes, melhorando assim a qualidade de vida da população.

“Mas sabemos que a medida deve gerar aumento do repasse do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) Ecológico. Aliás, lancei um desafio para a equipe da SMMA. Após Volta Redonda conquistar sua melhor colocação da história no ranking do ICMS Ecológico do Estado do Rio de Janeiro, saindo da 33ª colocação, em 2021, para a 17ª, em 2025, vamos trabalhar para ficar entre os dez primeiros municípios”.

“Temos um trabalho de educação ambiental, de revitalização de espaços verdes para a população, inclusive incentivando o plantio com a doação de mudas, entre outras ações importantes. E estar junto da sociedade para ampliarmos ainda mais nossas áreas de preservação vai contribuir tanto para o meio ambiente como para a saúde, o bem-estar e para a qualidade de vida da nossa população”, frisou o prefeito Antonio Francisco Neto.

O presidente do IPPU (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano), Abmailton Pratti, também participou da audiência pública e reforçou a importância da definição dessas Unidades de Conservação no mesmo momento em que está em andamento a revisão do Plano Diretor de Volta Redonda. “As novas APAs já vão constar no documento”, garantiu, convidando os presentes para participar de workshop sobre o Plano Diretor Participativo que vai acontecer no sábado, dia 25, no auditório da Universidade Federal Fluminense (UFF), no campus Aterrado.

O gestor do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) em Volta Redonda, Sandro Leonardo Alves, afirmou que, com a criação das novas APAs, o município vive um momento histórico. “A ampliação das unidades de conservação, junto à elaboração do Plano Municipal de Mata Atlântica – Volta Redonda é o primeiro da região Sul Fluminense a fazer o documento – coloca o município como referência em preservação do meio ambiente”, falou, contando em primeira mão que tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei que aumenta a área da Floresta da Cicuta de 131 metros quadrados para 1.231 metros quadrados.

Também estavam presentes na audiência pública, conduzida pela bióloga Gabriela Cunha Ribeiro, assessora técnica da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, o subsecretário da Pasta, Anderson Azevedo; Pai Sid, da Comissão de Terreiros do Sul Fluminense – Mojubá, em Volta Redonda, que atua ativamente na defesa do meio ambiente, unindo ancestralidade e ecologia; José Maria da Silva, do Movimento Ética na Política (MEP); além de representantes das secretarias municipais de Desenvolvimento Econômico e Turismo (SMDET) e de Assistência Social (Smas); e da empresa Azevedo Consultoria, que atua na elaboração do Plano da Mata Atlântica de Volta Redonda.

Unidades de Conservação por todo território

Volta Redonda conta hoje com cinco Unidades de Conservação Municipais. O Parque Natural Municipal Fazenda Santa Cecília do Ingá, no bairro Santa Cruz; o Parque Natural Municipal de Volta Redonda, às margens da Rodovia dos Metalúrgicos; o Revis (Refúgio de Vida Silvestre) Vale dos Puris, também no Santa Cruz; a Área de Preservação Ambiental (APA) Fazenda Beatriz Gama, no Retiro; e a APA Entorno da Cicuta.

Além dessas, o município conta com o Revis MEP (Refúgio da Vida Silvestre do Médio Paraíba), uma Unidade de Conservação estadual; e a Arie (Área de Relevante Interesse Ecológico) Floresta da Cicuta, que está sob gestão federal.

As novas Áreas de Proteção Ambiental são a APA Santa Cruz, com 11,73 hectares, no bairro Santa Cruz, próxima ao Parque Municipal Santa Cecília do Ingá e Revis Vale dos Puris; a APA Candelária, também com 11,73 hectares, no bairro Candelária, próxima à APA Santa Cruz e Revis MEP; a APA Buraco da Light, com 6 hectares, no bairro Monte Castelo; e a APA Roma, com 40 hectares, no bairro Roma, próxima à APA Entorno Cicuta e Parque Natural Municipal de Volta Redonda.

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