Governo do Estado amplia rede de Residências Inclusivas no Rio de Janeiro
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, amplia a execução do Plano Estadual de Reordenamento de Abrigos com a implantação da quarta unidade de Residência Inclusiva, em Conceição de Macabu, no Norte Fluminense. O município, agora, abriga duas das quatro Residências Inclusivas que integram o processo de reordenamento do Serviço de Acolhimento Institucional para pessoas com deficiência no Rio de Janeiro.
— A implantação das Residências Inclusivas representa uma mudança de paradigma na política de acolhimento e também a solução de um passivo histórico no Rio de Janeiro. Estamos garantindo que essas pessoas deixem grandes instituições e passem a viver em espaços mais humanizados, com dignidade, autonomia e inserção real na vida em comunidade — afirmou o secretário de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Anderson Coelho.
A unidade de Conceição de Macabu já abriga dez moradores que anteriormente viviam no Centro de Integração da Criança e do Adolescente com Deficiência (CICAPD) Professor Rego Barros, alguns deles estavam institucionalizados há 30 anos. O novo espaço está alinhado às diretrizes do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e oferece melhores condições de moradia, cuidado e convivência.
— O reordenamento dos serviços de acolhimento é um passo fundamental para assegurar que essas pessoas com deficiência, que estão há anos sob tutela do Estado, e em situação de extrema vulnerabilidade social, vivam em ambientes mais próximos da dinâmica da cidade, com maior independência e participação social. Esse modelo amplia o cuidado individualizado, preserva a segurança e fortalece o desenvolvimento de cada pessoa atendida — ressaltou Felippe Souza, subsecretário de Gestão do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).
Novo modelo de assistência
Diferente dos abrigos tradicionais, as Residências Inclusivas são casas adaptadas, inseridas em áreas urbanas, com estrutura adequada e foco na promoção da autonomia, do protagonismo e do desenvolvimento das atividades da vida diária e comunitária. As unidades contam com equipes multidisciplinares que oferecem assistência 24 horas e têm capacidade para acolher até dez moradores, conforme previsto no Plano Estadual de Reordenamento do Serviço de Acolhimento Institucional. O serviço é destinado a jovens e adultos com deficiência em situação de vulnerabilidade social ou familiar, e que necessitam de apoio parcial ou integral.
— Muitos usuários permanecem por longos períodos em unidades com características mais coletivas e rotinas já consolidadas. A mudança para uma Residência Inclusiva representa uma transição para um modelo mais individualizado e que exige uma preparação cuidadosa. O que mais me traz felicidade e realização nesse processo é saber que os acolhidos terão a oportunidade de conquistar maior independência, circular pela cidade e, sobretudo, serem vistos e reconhecidos como sujeitos de direitos. E isso representa não apenas uma nova moradia, mas uma verdadeira inclusão, que promove dignidade, visibilidade e pertencimento — celebrou a superintendente de Proteção Social Especial do SUAS, Joyce Marangá.
Mais quatro casas estão em estágio de obras e adaptação para se tornarem Residências Inclusivas, e atenderem ao Plano de Reordenamento dos abrigos existentes no estado.
Entenda o Plano de Reordenamento
O Plano Estadual de Reordenamento foi lançado em 2023 e vem sendo executado com acompanhamento permanente. Para garantir a condução do processo, foi criada uma força-tarefa que envolve a Procuradoria do Estado e o Ministério Público, além de um grupo de trabalho interno do Governo do Estado. O reordenamento reafirma o compromisso do Governo do Estado do Rio de Janeiro com a garantia de direitos, a dignidade humana, o cuidado humanizado e a inclusão social das pessoas com deficiência, em consonância com as diretrizes do Sistema Único de Assistência Social.

