21 de março de 2026
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Dia Mundial das Florestas: MDA celebra R$ 1,8 bilhão em Florestas Produtivas

Ao comemorar o Dia Mundial das Florestas, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) apresentou dados relativos ao Programa Nacional de Florestas Produtivas que já somam quase R$ 1,8 bilhão em recursos para a formação de sistemas agroflorestais em áreas de pastagem degradada. Entre os recursos destacam-se R$ 1,2 bilhão em créditos do PRONAF, além de mais de R$ 557 milhões em recursos não reembolsáveis aplicados pelo ministério em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social BNDES, a Caixa Econômica Federal (CEF) e a Petrobrás, entre outros.

Para o ministro do MDA, Paulo Teixeira, os investimentos realizados pelo Governo do Brasil demonstram uma mudança de concepção a respeito das florestas. “Nós estamos plantando a ideia de que as florestas são um ativo valioso quando estão de pé, seja do ponto de vista econômico, social ou ambiental.” Teixeira explica que por muito tempo as áreas verdes eram tidas como uma obrigação legal que atrapalhava o produtor, e que agora está mudando. “Temos produtos de excelente qualidade, tanto para atendimento dos mercados domésticos, quanto para os internacionais”, completa.

Entre os focos dos investimentos estão a prestação de Assistência Técnica e Extensão Rural especializada, a instalação de unidades demonstrativas de sistemas agroflorestais em propriedades das famílias, a construção ou ampliação de viveiros de mundos e bancos de sementes, além de espaços de convivência e aprendizado coletivo voltados para o programa.

Sociobiodiversidade rica

Entre os produtos da sociobioeconomia mais financiados pelo PRONAF estão o açaí e o cacau, dois frutos nativos do Brasil que ganharam os mercados nacionais e internacionais nos últimos anos. Segundo um estudo realizado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, nosso país é responsável por 99,06% da produção mundial de açaí, tendo exportado mais de 55 milhões de toneladas do produto. O cacau também tem expandido, especialmente com a oportunidade de agregar valor com a produção de chocolates e outros derivados.

“A demanda e a oferta por produtos da sociobiodiversidade já existem, e tendem a aumentar a cada dia”, explica Moisés Savian, secretário de Governança Fundiária, Desenvolvimento Territorial e Socioambiental. Para ele, o trabalho do ministério está tanto em ampliar essa produção, quanto em qualificar os sistemas produtivos. “As agroflorestas são superiores ao modo de produção convencional por serem sustentáveis, oferecendo viabilidade socioambiental do início ao fim”, conclui.

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