12 de março de 2026
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Polícia prende homem por ameaçar e chantagear jovem por quase 10 anos nas redes sociais

A Polícia Civil prendeu, nesta quarta-feira (11), Ademir da Costa Verrheryen, de 29 anos, conhecido como “Mestre Slar”, por usar dezenas de perfis falsos para ameaçar e chantagear uma jovem durante quase 10 anos. Ele foi detido no bairro Apolo III, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.

As investigações da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Nova Iguaçu apontam que a vítima, ainda com 11 anos, conheceu Ademir por meio de grupo de conversas em uma rede social. Inicialmente identificado como “Angel”, o suspeito começou a fazer ameaças, chantagens e coerção psicológica contra a menina. Depois, reapareceu utilizando o nome “Mestre Slar”, iniciando um padrão de mudanças repentinas de identificações.

Ademir passou a afirmar que possuía imagens íntimas da jovem e, segundo a polícia, teve acesso às redes sociais da adolescente. Os investigadores apontam que o rapaz não tinha interesse financeiro, mas sim causar terror psicológico, e encontraram dezenas de e-mails, números de celular e contas em redes sociais ligadas ao suspeito. Além das plataformas WhatsApp, Facebook, YouTube e TikTok, ele utilizou serviços de armazenamento em nuvem e sites de conteúdo adulto como instrumentos para intimidação.

Entre 2025 e 2026, dos 19 aos 20 anos, a jovem começou a receber transferências simbólicas via Pix no valor de R$ 0,01 acompanhadas de mensagens insistentes para restabelecer contato. Paralelamente, Ademir enviou vídeos íntimos, documentos pessoais e endereços da vítima para conhecidos dela. A mãe da menina relatou que recebeu vídeos nos quais o suspeito dizia ter enviado pessoas para vigiar e invadir o imóvel onde as duas moravam. Além de familiares, foram abordados colegas de curso e pessoas sem vínculo direto com a moça. Ademir chegou a criar um canal no YouTube com o nome da mulher e perfis em plataformas adultas para enviar os links.

Em interrogatório, o preso admitiu o uso de diversos chips telefônicos, a criação de múltiplos perfis falsos e armazenamento e compartilhamento de conteúdo íntimo. Ele ainda confessou ter solicitado e recebido imagens da vítima quando ela era menor de idade, além de ter mobilizado outras pessoas para intimidar a família.

Apesar da prisão preventiva, os agentes da Deam de Nova Iguaçu não puderam cumprir mandado de busca e apreensão na casa de Ademir, porque ele indicou um endereço impreciso em uma área dominada por facção criminosa. Os investigadores acreditam que há ao menos uma segunda vítima pedem que outras vítimas compareçam à delegacia.

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