Ministro do Irã garante que país não disputará a Copa do Mundo
Ministro do Esporte do Irã, Ahmad Donyamali afirmou que a seleção não disputará a Copa do Mundo de 2026. Ele criticou Donald Trump, presidente dos Estados Unidos – uma das sedes do torneio -, e relembrou a morte de Ali Khamenei, justamente durante a guerra entre os países.
“Considerando que este regime corrupto (os EUA) assassinou nosso líder, sob nenhuma circunstância poderemos participar da Copa do Mundo”, declarou, à TV Estatal do Irã.
“Duas guerras nos foram impostas em oito ou nove meses, e milhares de nossos cidadãos foram mortos. Portanto, não temos possibilidade de participar desta forma”, completou.
A decisão de jogar ou não o torneio internacional, porém, passa por Mehdi Taj, principal nome da Federação de Futebol da República Islâmica do Irã. Recentemente, ele também comentou a possível ausência: “Se durante a Copa do Mundo estiver assim, quem em sã consciência enviaria sua seleção para um lugar desses?”.
Presidente da Fifa, Gianni Infantino se manifestou nesta quarta-feira (11), disse ter conversado com Donald Trump e garantiu ter ouvido que “a seleção iraniana é bem-vinda para competir no torneio”.
Agenda na Copa do Mundo
O Irã está no Grupo G da Copa do Mundo, com Bélgica, Egito e Nova Zelândia. Os três jogos estão previstos para os Estados Unidos, sendo dois em Los Angeles e um em Seattle. O torneio, que também será disputado no Canadá e no México, acontecerá entre os dias 11 de junho e 19 de julho.
Veja o pronunciamento completo de Infantino:
“Esta noite, encontrei-me com o Presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, para discutir o andamento dos preparativos para a próxima Copa do Mundo da FIFA e a crescente expectativa para o início do torneio, daqui a apenas 93 dias.
Também conversamos sobre a situação atual no Irã e sobre a classificação da seleção iraniana para a Copa do Mundo da FIFA de 2026. Durante a conversa, o Presidente Trump reiterou que a seleção iraniana é, naturalmente, bem-vinda para competir no torneio nos Estados Unidos.
Todos nós precisamos de um evento como a Copa do Mundo da FIFA para unir as pessoas, agora mais do que nunca, e agradeço sinceramente ao Presidente dos Estados Unidos pelo seu apoio, que demonstra, mais uma vez, que o futebol une o mundo”.

