11 de março de 2026
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Bombeiros entram no terceiro dia de trabalho após incêndio em Ramos

Militares realizam o trabalho de rescaldo na loja que pegou fogo na manhã de segunda-feira

Após mais de 48 horas do incêndio, o Corpo de Bombeiros segue atuando na loja de peças de moto que pegou fogo em Ramos, na Zona Norte do Rio. Na manhã desta quarta-feira (11), os militares realizam o trabalho de rescaldo, que tem o objetivo de resfriar as estruturas do imóvel.

Apesar das chamas terem sido apagadas, as casas no entorno do estabelecimento seguem interditadas. Com isso, os moradores evacuados há cerca de 50 horas seguem aguardando a liberação da Defesa Civil para poderem retornar às suas casas. O aposentado João Batista, de 64 anos, contou ao DIA, que seu telhado ficou danificado por causa dos destroços da loja.

“A parede da minha casa é colada com a parede da loja, então não posso entrar em casa desde segunda-feira de manhã. Foi muita fumaça e acordamos com esse transtorno. Não pegamos nada da casa, nem documento. Uma parte da família está em Duque de Caxias e outra está perto, na casa da minha cunhada. Queremos nos reconstruir… Não sei se vamos ter alguma ajuda, se o rapaz tinha seguro… Na minha casa, são quatro adultos e três crianças, precisamos voltar para casa. Foi um livramento de Deus, não tem explicação”, desabafou.

Os Bombeiros foram acionados para combater o incêndio por volta das 6h50 de segunda-feira (9). Rapidamente, as chamas destruíram toda a estrutura da loja, que havia recebido recentemente uma carga de pneus e óleo. O enorme volume de fumaça escura assustou moradores e a pista lateral da Avenida Brasil, no sentido Centro, precisou ficar mais de 24 horas interditada na altura de Ramos. Ao todo, mais de 100 militares de 15 diferentes unidades foram mobilizados para a ocorrência, que não deixou mortos ou feridos.

Funcionários da Motocriss acreditam que o incêndio tenha começado no último andar, onde estava armazenada a carga recém-chegada. Na manhã de terça-feira (10), o grupo se reuniu em frente ao estabelecimento para acompanhar o trabalho dos Bombeiros e prestar solidariedade.

A balconista Joseilane Soares, de 41 anos, trabalhou por 19 anos na Motocriss e guarda carinho pelos donos da empresa familiar.

“Saí no final do ano, mas estava ajudando a cobrir férias do pessoal. Eu estava me arrumando para trabalhar quando soube da notícia. Peguei minha bicicleta e fui correndo. Quando me deparei com a cena, desabei. Voltei hoje na loja para prestar solidariedade. Não conseguimos dormir, todos os funcionários estão muito abalados. Meus patrões não mereciam isso, sempre foram muito corretos com todos nós. Estou emocionada porque foi a minha vida, criei minha filha com esse sustento. Sempre me ajudaram, sempre foram muito corretos”, lamentou a balconista.