Polícia investiga denuncia de abuso contra criança de 7 anos em escola municipal de Niterói
A Polícia Civil investiga uma denúncia de estupro contra uma menina de 7 anos na Escola Municipal Mestra Fininha, no Barreto, em Niterói, na Região Metropolitana. De acordo com a mãe, a criança contou ter sido abordada por um homem mascarado dentro do banheiro da unidade na última segunda-feira (2).
Após a repercussão do caso, na tarde de quinta-feira (5), familiares, amigos e pais de outros alunos fizeram uma manifestação em frente a unidade cobrando respostas.
Segundo a mãe, a menina estuda no turno da tarde e chegou em casa abalada. “Eu arrumei minha filha para ela ir à escola normalmente, para o turno da tarde, coloquei ela na rota, e fui fazer minhas coisas. No final da tarde, na hora que ela chegou, ela estava assustada com os olhos arregalados, cheios de lágrimas”, contou.
Ao entrar no banheiro, a menina explicou que não viu ninguém. “Não sabemos se a pessoa estava escondida ou entrou depois. No banheiro são duas portas, tem a porta de entrada e a de privacidade dos sanitários. Nisso que ela sentou (no vaso), alguém pressionou a porta que ela estava e ela falou para esperar, mas a pessoa respondeu que não ia sair enquanto ela não abrisse a porta. Então, ela abriu e viu um homem com rosto tapado. Agora, como que ninguém ver isso dentro de uma escola?”, questionou.
Segundo a criança, o homem estava de casaco preto e com as calças baixas, mostrando as partes íntimas. À mãe, a estudante revelou que chegou a colocar as mãos no rosto para não ver.
“Ela tentou sair, mas ele ficou entrando na frente dela e tocando nas partes íntimas, falando que era para ela não contar para ninguém que ele estava no banheiro. Ela disse que não era uma pessoa velha, era uma pessoa clara, que tinha uma tatuagem na mão, um leão de boca aberta, e tinha letras nos dedos. Minha filha é muito esperta, porque eu converso muito com ela. Ela disse que conseguiu correr, ele colocou o pé na frente para minha filha cair, mas ela conseguiu sair, graças a Deus”, acrescentou.
A denúncia retrata ainda descaso por parte da professora. “Ela (a filha) disse que quando passou pela porta, voltou para sala e sentou perto de uma amiguinha, que contou o que aconteceu à professora, que não deu a mínima e falou para minha filha parar de chorar e não comunicou a direção, simplesmente continuou a aula e ignorou minha filha”, frisou
Por fim, a mãe relatou que a filha não pediu ajuda por medo. “Ela falou que não gritou porque ficou com medo dele colocar a mão boca dela ou a enforcar e ela morrer”, disse.
Segundo a Polícia Civil, a investigação está em andamento na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Niterói e corre sob sigilo.
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação de Niterói informou que acompanha de perto o caso e repudia qualquer tipo de violência ou abuso no ambiente escolar.
A pasta também orientou a diretora da escola envolvida, escolhida pela comunidade escolar, para dar prioridade total ao acompanhamento e apuração do caso, que deve ser tratado com a máxima apuração e seriedade. Além disso, foi disponibilizado atendimento psicológico a estudante e sua família.
“A Secretaria Municipal de Educação abriu uma sindicância para apurar ocorrido. Também será instaurado procedimento administrativo para ouvir a profissional citada e averiguar sua conduta, assegurando o devido processo de defesa e a aplicação das medidas cabíveis, conforme o resultado da apuração.
A Secretaria reafirma seu compromisso com a proteção de crianças e adolescentes e seguirá colaborando integralmente com as autoridades responsáveis para o completo esclarecimento do caso”, disse em comunicado.

