‘Não faltarão recursos para restabelecimento e reconstrução das cidades’, diz Waldez Góes sobre apoio a MG
Ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional detalha trabalho de auxílio a moradores de cidades mineiras atingidas pelas chuvas intensas e afirma que presidente Lula deve assinar uma nova Medida Provisória com mais recursos até a próxima semana
Com R$ 17,5 milhões já disponibilizados para ações de socorro aos moradores e resposta aos impactos provocados pelas chuvas intensas em Minas Gerais, o Governo do Brasil deve disponibilizar mais recursos para os municípios atingidos até a próxima semana. Foi o que afirmou o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, durante o programa Bom Dia, Ministro desta quarta-feira (4/3), transmitido pelo Canal Gov, da Empresa Brasil de Comunicação.
Nós estamos apoiando 100%, por determinação do presidente Lula, todo esse restabelecimento, seja de serviço de saúde, educação, mobilidade, energia, comunicação, tudo o que diz respeito a restabelecer, não a normalidade, porque não é fácil voltar para a normalidade, mas restabelecer a vida ali em sociedade para poder continuar o trabalho de reconstrução”
“Não faltarão recursos para resposta, restabelecimento e reconstrução (das cidades)”, afirmou Waldez Góes.
Até o momento, as defesas civis locais confirmaram a morte de 72 pessoas. Segundo o ministro, mais de 10 mil pessoas estão desabrigadas ou desalojadas.
Ao todo, foram autorizados 12 planos de trabalho, sendo quatro para assistência humanitária, cinco para o restabelecimento dos serviços essenciais das cidades e três para reconstrução de infraestruturas públicas danificadas. Outros 48 planos estão em análise.
As medidas seguem o modelo aplicado no Rio Grande do Sul durante as chuvas de 2024, com foco na assistência imediata e na reconstrução das cidades.
“Nós já fizemos com as nossas equipes, atuando junto com as prefeituras, só pela Defesa Civil Nacional, quase 30 planos de trabalho, que, na soma, entre aprovados e análises, são mais de R$ 60 milhões. Estou falando de recursos que estão sendo pleiteados desde o primeiro dia pelas prefeituras para ajuda humanitária e para restabelecimento”.
Já há uma quantidade de reconstrução, mas a maioria desses recursos, inicialmente, para ajuda humanitária e restabelecimento. É para alimentação, água, material de higiene pessoal, para alojar, para combustível e também para fazer limpeza da cidade. As cidades ficaram destruídas com muito entulho, muita lama dentro das casas, das lojas, dos comércios das indústrias e nas ruas”, explicou Waldez Góes
Durante o programa, o ministro informou que uma reunião na terça-feira (3/3) com representantes das prefeituras das cidades atingidas e integrantes de 15 ministérios do Governo do Brasil definiu as prioridades nas cidades e que uma Medida Provisória deve ser assinada até o início da semana que vem pelo presidente Lula com mais recursos para apoio aos mineiros.
“Recursos já estão sendo aplicados, recursos novos serão anunciados, de maneira que, seja ajuda humanitária, limpeza, restabelecer os serviços públicos, como já está sendo feito, reconstruir o que foi destruído e dar as mãos para quem empreende”.
Os prefeitos apresentaram para a gente quantas empresas foram atingidas fortemente, quantos equipamentos foram destruídos, quantos trabalhadores estão correndo o risco de não ter o seu salário no final do mês. Então tudo isso se transforma numa resposta que o Governo Federal, ao disponibilizar crédito para essas empresas, elas podem restabelecer seus negócios, manter seus empregos”, disse o ministro
Para Juiz de Fora, já foram aprovados até agora R$ 2,1 milhões para assistência humanitária e R$ 835,5 mil para restabelecimento. Ubá terá R$ 482,4 mil para assistência humanitária, R$ 4,8 milhões para reconstrução e R$ 6,5 milhões para restabelecimento. Por fim, serão encaminhados R$ 1 milhão para assistência humanitária e R$ 245,9 mil para restabelecimento em Matias Barbosa.
Neste momento, seis municípios mineiros estão com o reconhecimento federal vigente, sendo três (Divinésia, Senador Firmino e Porteirinha) por situação de emergência e o restante (Juiz de Fora, Matias Barbosa e Ubá) por estado de calamidade pública. Os órgãos do Sistema Federal de Proteção e Defesa Civil realizam o detalhamento e o alinhamento das ações de resposta ao desastre em Minas Gerais e a atualização das previsões futuras em outros estados.
Em Minas Gerais, também foram castigadas por chuvas intensas as cidades de Água Boa, Brasilândia de Minas, Gouveia, Ipanema, Maria da Fé, Mutum, Novo Cruzeiro, Ouro Verde de Minas, Pompéu, Porteirinha, Ubaporanga, Uruana de Minas, Itaipé, Teófilo Otoni e Lagoa Formosa. No Rio de Janeiro, foram afetados os municípios de Paraty, Angra dos Reis, Cardoso Moreira, entre outros. Os estados de São Paulo, Espírito Santo e Goiás, assim como boa parte da Região Nordeste, também registraram grande acumulado de chuva.
Com os reconhecimentos federais, as prefeituras podem solicitar recursos do Governo do Brasil para ações de defesa civil, como a compra de cestas básicas, água mineral, refeições para trabalhadores e voluntários, kits de limpeza de residência, higiene pessoal e dormitório, entre outros itens essenciais.
Segundo o ministro, nos últimos três anos, o Governo do Brasil disponibilizou R$ 2,3 bilhões para ajuda humanitária e restabelecimento de serviços essenciais a cidades afetadas por eventos climáticos.
“Todas as pontes no Rio Grande do Sul, todas as estradas que a gente faz pela Defesa Civil, a gente repassa o dinheiro ou para o estado ou para município em um contrato de repasse. Mas ajuda humanitária e restabelecimento, que nós estamos fazendo agora lá na Zona da Mata, a gente passa por cartão, como se fosse uma espécie de cartão corporativo para o município ou para o estado, garantir aquela resposta”, explicou.

