Trabalhadores da rede municipal de saúde começam a ser vacinados com novo imunizante da dengue
Nessa primeira fase, são contemplados funcionários das unidades de Atenção Primária
Trabalhadores das 100 unidades municipais de saúde que mais registraram casos de dengue em todo o ano passado começaram a ser vacinados contra a doença, com o novo imunizante do Instituto Butantan, na manhã desta terça-feira (24).
O início oficial da campanha ocorreu no Centro Municipal de Saúde José Manoel Ferreira, no Catete, na Zona Sul. Nessa primeira etapa, são contemplados funcionários das unidades de Atenção Primária, como clínicas de família e centros municipais de saúde.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a escolha deste público é estratégica, pois são profissionais que estão na porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS) e que participam ativamente do combate à doença.
Indicada para pessoas de 15 a 59 anos, a vacina é aplicada em esquema de dose única e protege contra os quatro sorotipos do vírus da dengue, reduzindo hospitalizações e mortes decorrentes da doença. Os outros públicos serão contemplados em breve.
Quem tem de 10 a 14 anos segue com a indicação da vacina Qdenga, com esquema de duas doses, nas clínicas da família, centros municipais de saúde e unidades do Super Centro Carioca de Vacinação.
De acordo com o Observatório Epidemiológico da Cidade do Rio de Janeiro (EpiRio), 560 casos de dengue já foram registrados este ano no município, sem óbitos. Em 2025, ocorreram 9.291 e quatro mortes.
Nova vacina
A vacina produzida pelo Instituto Butantan começou a ser distribuída aos municípios do Rio nesta segunda-feira (22). O Governo do Estado recebeu, ao todo, 33.364 doses, das quais 12.500 foram encaminhadas à capital.
A vacina tem dose única e protege contra os quatro sorotipos da doença. No Estado do Rio, os sorotipos 1 e 2 têm aparecido com mais frequência. A possibilidade de surgirem casos da dengue tipo 3 preocupa, já que não circula no estado desde 2007, o que pode levar a um cenário de vulnerabilidade para pessoas que não tiveram contato com esse sorotipo. Essa variante da dengue já circula em estados vizinhos, mas não se propagou no Rio ainda.
Dados do Centro de Inteligência em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde (SES) mostram que, em 2026, até esta terça-feira (24), o estado registrou 1.270 casos prováveis e 68 internações por dengue. São duas mortes em investigação.

