24 de fevereiro de 2026
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Governo do Estado realiza nova fase da Operação Espoliador contra quadrilhas de roubos e latrocínios

Ação acontece em todo o estado e já resultou na prisão de 167 criminosos

O Governo do Estado, por meio da Polícia Civil, realiza nesta terça-feira (24/02) mais uma fase da Operação Espoliador, com o objetivo de prender integrantes de quadrilhas envolvidas em roubos, latrocínios e receptação. Até o momento, 167 pessoas foram presas.

A operação mobiliza equipes em todo o estado, com atuação integrada de delegacias vinculadas aos Departamentos-Gerais de Polícia da Capital (DGPC), da Baixada (DGPB), do Interior (DGPI), Especializada (DGPE) e de Homicídios e Proteção à Pessoa (DGHPP).

–  Estamos com várias equipes nas ruas para desarticular essas quadrilhas. No ano passado, alcançamos resultados expressivos na primeira fase da operação, e agora vamos intensificar ainda mais esse trabalho. O crime não tem vez no nosso estado – afirmou o governador Cláudio Castro.

As investigações identificaram criminosos de alta periculosidade ligados a crimes contra o patrimônio. Com base nos inquéritos, a Justiça expediu mandados de prisão. A Polícia Civil também apurou que narcotraficantes que atuam em comunidades estão entre os mentores de roubos, fornecendo suporte logístico e armamento.

O foco desta fase é atingir toda a cadeia criminosa: líderes, executores, colaboradores e receptadores. Entre os presos está um assaltante violento que atuava principalmente em São Gonçalo. Ele possui 11 anotações criminais e quatro mandados de prisão em aberto.

Policiais da 35ª DP (Campo Grande) também capturaram dois integrantes de uma milícia que atua em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Um dos detidos possui 14 anotações criminais e dois mandados em aberto. Outro criminoso, com 17 anotações, foi preso na Taquara.

Em março do ano passado, a Operação Espoliador resultou na prisão de 610 criminosos em um único dia, a maior ação da história da Polícia Civil em número de presos.

O secretário de Estado de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, destacou que uma das facções investigadas é responsável por cerca de 80% dos roubos de veículos e 90% dos roubos de carga na capital e na Região Metropolitana.

–  Para ampliar os lucros, essas organizações emprestam armas e oferecem suporte logístico para diversos crimes, como roubos de cargas, veículos, residências e estabelecimentos comerciais. Essa operação demonstra o empenho permanente da Polícia Civil no enfrentamento dessas estruturas criminosas – afirmou o secretário.

A operação segue em andamento.