Menina de 13 anos que sofreu estupro coletivo só foi liberada depois que um dos criminosos recebeu uma ligação
A menina de 13 anos que sofreu um estupro coletivo, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, só foi liberada viva depois que um dos criminosos percebeu que ela não era o alvo dos bandidos – eles tinham confundido ela com a namorada de um traficante de uma facção rival.
Segundo as investigações, um dos criminosos recebeu uma ligação em meio as agressões e a menina finalmente foi solta. Ainda assim, antes, ainda foi agredida.
A adolescente contou que foi atingida por um tiro de raspão na cabeça e ameaçada pelos criminosos para não denunciar o crime. Segundo ela, os suspeitos afirmaram que, caso o ocorrido fosse comunicado às autoridades, seus familiares seriam mortos.
De acordo com as investigações, a jovem foi confundida com a namorada de um criminoso de uma facção rival e levada ao chamado “tribunal do tráfico”, onde teria sido condenada ao estupro como forma de punição.
Segundo a polícia, sete pessoas participaram do crime, incluindo uma mulher que segurou a vítima. Entre os homens que cometeram a violência, estava um adolescente. Ao todo, os agentes visam cumprir 5 mandados de prisão e um de busca e apreensão. Os adultos foram identificados como:
- Samir Luan Evangelista dos Santos
- Matheus Eduardo da Silva Fernandes
- Kalayne Aparecida Nascimento Teixeira
- Fábio Rayan Santos de Jesus
- Wellington de Medeiros da Silva – que já foi preso
Dos sete suspeitos, um foi morto por bandidos e outro preso depois de ser espancado pelos criminosos.
O preso, que foi encontrado em um hospital, já tinha anotação criminal por estupro e tráfico de drogas.
Investigação
Segundo os agentes da Deam São João de Meriti, a adolescente morava nas proximidades da comunidade do Trio do Ouro, explorada pelo Terceiro Comando Puro, e frequentava o local, por ter parentes lá. Ela teria sido confundida por traficantes com outra menina, que seria namorada de um criminoso do Comando Vermelho.
Por conta disso, eles submeteram a jovem ao “tribunal do tráfico”, que a sentenciou ao estupro coletivo. A adolescente teria sido liberada após um dos bandidos perceber o mal-entendido.
A partir da investigação, foram expedidos mandados de prisão para cinco criminosos, inclusive o que já está no sistema penitenciário, e um mandado de busca e apreensão para o adolescente infrator.
O estupro
A adolescente denuncia ter sido vítima do crime após ser abordada por homens armados na comunidade. Após o ocorrido, ela deu entrada em um hospital da região para atendimento médico e ficou internada.
A vítima relatou à polícia que estava em uma praça da região acompanhada de uma amiga quando foi abordada por um grupo de homens, que a forçaram a entrar em um veículo.
O caso é investigado pela Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de São João de Meriti.

