Socialista António Seguro derrota candidato da extrema direita e vence eleição presidencial em Portugal
Com 99% das urnas apuradas, ex-secretário-geral do Partido Socialista recebeu 67% dos votos em segundo turno contra André Ventura, da extrema direita
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O candidato socialista moderado António José Seguro venceu o segundo turno da eleição presidencial em Portugal, realizado neste domingo, de maneira contundente, com 99% das urnas apuradas. Segundo os números, Seguro recebeu quase 67% votos válidos, contra 33% de André Ventura, líder do partido de extrema direita Chega, hoje a segunda força política do país. A abstenção de quase 50% foi outra protagonista da votação.
— Os vencedores da noite são os portugueses e a democracia. Os portugueses por terem, em condições muito adversas, superado mais um desafio — afirmou Seguro no discurso da vitória, em Lisboa, no qual se referiu às tempestades que causaram estragos e mortes no país nas últimas semanas. — Precisamos de um país preparado, não de um país ao improviso face aos fenômenos atmosféricos que serão mais frequentes.
Ao se referir a Ventura, que havia reconhecido a derrota pouco antes, disse que “todos os que concorreram comigo merecem o meu respeito”, que e ” partir desta noite deixamos de ser adversários” para “partilhar a luta por um Portugal mais desenvolvido e mais justo”.
— Lembro-me que a política pode ser serviço e mudar vidas. Que as pessoas merecem sempre mais. Continuo a pensar igual, sou um de vocês — afirmou.
Os números confirmam o favoritismo de Seguro, que no primeiro turno terminou com 31,1% dos votos e foi bem-sucedido ao angariar apoios desde a esquerda até partes da direita moderada no segundo. A lista de aliados, contudo, não incluiu o primeiro-ministro, Luís Montenegro, que no mês passado afirmou que não apoiaria nenhum candidato.
— Esta vitória é de todos os democratas, dos direitos constitucionais. Dois terços do país quiseram que não fosse alguém que não prezasse a constituição a ser presidente — afirmou o secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, destacando que “a vitória vai da esquerda do PS, ao centro e à direita democrática”.
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